A CGTP-IN/Açores reuniu para analisar a situação política e sindical regional e nacional, tendo ainda procedido a alterações ao nível da sua organização, que se traduzem, também, na representação institucional.
A Coordenadora da CGTP-IN/Açores elegeu como coordenador Rui Teixeira e como vice-coordenador Vítor Silva, substituindo João Decq Mota e Luísa Cordeiro, que deixam de exercer estas funções, mantendo, contudo, a sua actividade no âmbito da CGTP-IN/Açores.
Na reunião foi concluido que “o principal problema nos Açores são os baixos salários. Como demonstrou um estudo recente, nem o salário médio permite fazer face às despesas mensais – problema que se agrava nos Açores, perante os custos da ultraperiferia”, pode ler-se em comunicado difundido pela CGTP/Açores.
Para aquela estrutura sindical, “é urgente um aumento geral dos salários, que permita uma mais justa distribuição da riqueza e reconheça o papel essencial dos trabalhadores para a economia. São estes quem faz a Região funcionar, todos os dias, restando-lhes a redução drástica do poder de compra e a pobreza, à custa da inflação que garante lucros maiores às grandes empresas. Concretizando, a CGTP/Açores defende, nomeadamente, o aumento do Acréscimo Regional ao Salário Mínimo Nacional, de 5% para 10%.
A crise na habitação, “um drama vivido por cada vez mais famílias” e as “sucessivas e negativas revisões da legislação laboral”, foram também temas em discussão na referida reunião, sendo que sobre esta ultima temática foi concluído que “ O governo propõe novas alterações que não só não resolvem os problemas do país, da região e dos trabalhadores, como também os agravam.
Relativamente às alterações à lei da greve, “merecem, desde já, a nossa oposição e denúncia veemente. A CGTP-IN/Açores apela à união de todos os trabalhadores e da sociedade para travar este retrocesso. O governo devia reforçar os direitos laborais, e não tentar restringi-los. A greve é uma ferramenta legítima de resistência e iremos defendê-la com toda a determinação. É um direito constitucional fundamental, essencial ao funcionamento da própria democracia (…) Estamos perante uma ofensiva que afecta todos os trabalhadores, sejam do sector privado ou público, sejam de que nacionalidade forem, e que exige uma forte unidade na resposta”, afirma a CGTP/Açores, no comunicado.