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Quando é que o stress deixa de ser saudável?

O stress é inerente a estarmos vivos e afeta todas as pessoas. Pode ser potenciado pelo contexto profissional, familiar, comunitário e social. A perceção e importância que cada pessoa tem de determinada circunstância afeta os níveis de stress associados à mesma. Todos temos padrões automáticos de resposta ao stress, baseados na nossa história de vida.A resposta fisiológica do stress causa a libertação de hormonas como a adrenalina e o cortisol, potenciando um estado de alerta, recrutando emoções desagradáveis, focadas em possíveis ameaças, como por exemplo a ansiedade, a raiva, inveja, tristeza. A utilização de estratégias e comportamentos defensivos como o evitamento, a imobilização, a fuga e ou a ocultação, tanto da situação como das emoções resultantes, dificulta a regulação do stress e intensifica-o.O stress prolongado instigado pelas divergências contínuas e excessivamente intensas em algum dos contextos de vida, causa um sentimento de exaustão, podendo mesmo resultar num impacto negativo na saúde e na qualidade de vida da pessoa.No entanto, a exposição a situações de stress não constitui um mal em si mesmo, nem implica efeitos necessariamente negativos. Pode ser benéfica e útil, impulsionando a pessoa a resolver problemas, mobilizando-a para a realização profissional e pessoal e capacitando-a para a gestão de situações futuras adversas. O stress pode ser um aliado da energia e da motivação.Quando algo de negativo acontece o foco da nossa atenção, o estado fisiológico, o padrão de pensamentos e o comportamento tende a eliminar emoções positivas e a desqualificar coisas positivas que acontecem. Ter consciência deste nosso funcionamento dá-lhe a possibilidade de direcionar o foco da atenção para o que é mais útil, e que realmente é importante e com significado na sua vida.Algumas sugestões:- Identificar sinais de stress contínuo, por exemplo, dificuldade de concentração, falta de apetite ou sensação de fadiga, irritação, agitação constantes;- Estabelecer limites importantes para o seu bem-estar;- Procurar reduzir (em vez de eliminar) o stress, aprendendo a aceitá-lo em vez de lutar contra ele;- Adotar hábitos saudáveis de sono, alimentação e atividade física;- Explorar atividades de relaxamento;- Partilhar sentimentos com pessoas de confiança;- Se mesmo assim continuar a sentir-se em exaustão procure a ajuda de apoio clínico especializado. Falar com um/a Psicólogo/a pode ajudar-nos a pensar e encontrar uma solução.Fique bem, pela sua saúde e a de todos os Açorianos!Um conselho da Delegação Regional dos Açores da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Carla Rocha*

*Vogal da Direção da Delegação Regional dos Açores

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