Edit Template

Chega quer acabar com o RSI, privatizar a EDA e fundir secretarias regionais

O Chega-Açores apresentou o seu manifesto eleitoral para as próximas eleições legislativas regionais, de 4 de Fevereiro, tendo apresentado medidas concretas para 23 áreas sectoriais, para cada uma das nove ilhas do arquipélago.
Durante a apresentação do documento, Francisco Lima, Vice-presidente do Chega-Açores e cabeça-de-lista do Chega pelo círculo eleitoral da Terceira, indicou as linhas estratégicas que têm por base a matriz ideológica do partido, que contaram também com o contributo de muitos açorianos, militantes e anónimos.
Com propostas ao nível da economia, agricultura e ambiente, Francisco Lima enunciou, por exemplo, a intenção de fusão de determinadas Secretarias Regionais – como a Secretaria do Ambiente na Secretaria da Agricultura – “a redução de tachos políticos, e também privatização da EDA, que não tem trazido valor para os açorianos”.
Ladeado pelo Presidente do Chega-Açores, José Pacheco, também cabeça-de-lista por São Miguel, e Olivéria Santos, candidata número dois por São Miguel e Secretária-geral do Chega-Açores, Francisco Lima referiu ainda a intenção de alterar as reservas, quer marítimas quer territoriais, que têm trazido dificuldades à pesca e também à construção, respectivamente.
“Muitas destas reservas – com o último Plano de Ordenamento da Orla Costeira – são altamente restritivas, criando dificuldades ao desenvolvimento da Região, e muitas estão completamente abandonadas, a criar pragas, e muitas só servem para alguns beneficiarem de subsídios, por exemplo, na vinha. Depois ninguém fiscaliza se realmente está plantada com vinha e que tipo de vinha”, referiu.
O Chega pretende também “acabar com a subsidiodependência, nomeadamente com o Rendimento Social de Inserção (RSI)”.
“A Coligação diz que cumpriu com os cortes no RSI para agradar ao Chega, mas não é verdade. Em 2022 o número de beneficiários do RSI é mais do dobro do que em 2011, com o PS, que é um partido que promove a pobreza para ser assistencialista”, reforçou Francisco Lima.
O primeiro candidato do Chega pela ilha Terceira defende que o RSI “é para acabar, mas não se pretende deixar de apoiar quem precisa; não podemos é continuar a dar o mesmo apoio a quem precisa e a quem não quer trabalhar”.
Neste sentido, o Chega propõe um aumento do número de inspectores para fiscalizar a atribuição do RSI, bem como das baixas fraudulentas, reforçando a necessidade de haver rotatividade destes inspectores que deverão realizar o seu trabalho noutros concelhos e ilhas, que não as da sua residência.
“Não vamos perseguir quem realmente precisa do RSI, não podemos é continuar a apoiar quem não quer trabalhar e já há famílias com três gerações a depender do RSI. Isso destrói os pilares e valores de uma sociedade moderna”, disse.
“É tempo de dizer Chega à corrupção, ao compadrio, aos tachos”, advogou Francisco Lima que lembrou que o último Governo de coligação “quase duplicou os cargos de nomeação política em comparação com o último Governo socialista. Este é um estado de governação de podridão e de decadência”.
Por seu lado, o líder regional do Chega, José Pacheco, referiu que o Gabinete de Prevenção da Corrupção e da Transparência – que existe por proposta do Chega – tem feito um grande trabalho de pedagogia, embora reconheça que deverá fazer muito mais, sendo dotado de meios técnicos e humanos para o efeito.
José Pacheco lembrou que a existência deste Gabinete na Região foi recuperada pelo Governo da República que tem em marcha a instalação, a nível nacional, de um organismo semelhante.
José Pacheco admitiu ainda que o Chega está pronto para assumir o Governo dos Açores, salientando que o documento agora apresentado é uma boa base para iniciar o trabalho necessário para levar os Açores em frente.
O Manifesto Eleitoral do Chega 2024-2028 está disponível na página da internet do partido, através do link Eleições Regionais | Manifesto Eleitoral 2024-2028 – Chega Açores (chegaacores.com).

Edit Template
Notícias Recentes
Câmara de Ponta Delgada investe 250 mil euros na requalificação de ruas nas Capelas
Padre açoriano ordenado no Canadá celebra missa nova nas Feteiras
Trabalhadores de terra da SATA decretam greve em Agosto e Setembro
“Tarifa Açores” mantém-se em 2024 e já beneficiou cerca de 1 milhão de passageiros
Oferta de casas para arrendar desceu 12% em Ponta Delgada no último ano
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores