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Faz hoje 100 anos que morreu o açoriano Teófilo Braga, 2º Presidente da República

Faz hoje 100 anos que faleceu o açoriano Teófilo Braga, 2º Presidente da República Portuguesa, e, curiosamente, fez 180 anos na passada Quarta-feira, que nasceu em Ponta Delgada.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada vai realizar uma cerimónia evocativa do I Centenário da Morte de Teófilo Braga, agendada para hoje, às 16h00, no Salão Nobre do Coliseu Micaelense.
Antes, pelas 15h15, o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, e o Comandante Operacional dos Açores, Tenente-General Pedro Miguel Alves Gonçalves Soares, depositarão uma coroa de flores no busto de Teófilo Braga, localizado no Jardim José Borges da Silva (junto ao Forte de São Brás)
Teófilo Braga, em Ponta Delgada, para se afastar da influência da madrasta, começou por trabalhar na tipografia do jornal A Ilha, estendendo a sua colaboração aos jornais O Meteoro e O Santelmo.
Terminados os estudos em Ponta Delgada, ingressa na Faculdade de Coimbra, com a ideia de cursar Teologia, acabando, no entanto, por optar pelo curso de Direito.
Como a ajuda paterna fosse insuficiente, só graças às traduções, explicações, artigos e poemas conseguiu acabar o curso, defendendo tese e tomando capelo, em 1868, a pedido da própria Faculdade.
Esta simpatia e apreço não evitaram que fosse preterido não só para o cargo de lente daquele estabelecimento de ensino, como também para o de professor da Escola Politécnica do Porto.
Em 1872, concorre a lente da cadeira de Literaturas Modernas do Curso Superior de Letras. Consegue desta vez assegurar o lugar, superiorizando-se no confronto com Manuel Pinheiro Chagas e Luciano Cordeiro.
A partir desta época, o positivismo de Auguste Comte vai exercer uma influência decisiva na sua forma de pensar e consequentemente na sua obra literária e na sua atitude política. A partir de 1878, funda e dirige, com Júlio de Matos, a revista O Positivismo, o mesmo se passa em relação às revistas A Era Nova, em 1880, e Revista de Estudos Livres, a partir de 1884, mas desta vez em parceria com Teixeira Bastos.
Em 1880, junto com Ramalho Ortigão, organiza e coordena as comemorações do Tricentenário de Camões.
Em 1871, é um dos subscritores do projecto das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, interrompidas por acção das autoridades monárquicas.
Influenciado pelas teses sociológicas e políticas da teoria positivista, cedo adere aos ideais republicanos, podendo considerar-se como pertencendo à geração dos republicanos doutrinários. Nesta qualidade desenvolveu uma série de actividades, nomeadamente como Presidente do Governo Provisório republicano (Publicado em Diário do Governo de 6 de Outubro de 1910 e Presidente da República em substituição de Manuel de Arriaga; exerceu o cargo no período compreendido entre 29 de Maio de 1915 e 4 de Agosto do mesmo ano.
Foi eleito na sessão do Congresso de 29 de Maio de 1915, obtendo 98 votos a favor, contra 1 voto de Duarte Leite Pereira da Silva e 3 votos em branco. Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.
Na impossibilidade de João Chagas poder tomar posse por ter sido vítima de um atentado, José Ribeiro de Castro será empossado num novo Governo, o 11.º Constitucional, em 18 de Junho de 1915, e que durará até 29 de Novembro do mesmo ano.
Após o mandato, Teófilo Braga, sozinho e solitário, em consequência da morte dos seus familiares mais chegados, dedicou-se quase em exclusivo à sua actividade de escritor.
A obra literária de Teófilo Braga é imensa, como por exemplo “Folhas Verdes”, de 1859, “Stella Matutína”, de 1863, “Visão dos Tempos” e “Tempestades Sonoras”, de 1864, “A Ondina do Lago”, de 1866, “Torrentes”, em 1869, “Miragens Seculares” de 1884, representam incursões no campo da poesia. Ainda neste campo escreve a “História da Poesia Popular Portuguesa”, em 1867, abrangendo o Romanceiro Geral e Cancioneiro Popular e “A Floresta de Vários Romances”, de 1868.
Como investigador das origens dos povos, seguiu a linha da análise dos elementos tradicionais desde os mitos, passando pelos costumes e terminando nos contos de tradição oral, que lhe permitiram escrever obras como “Os Contos Tradicionais do Povo Português”, de 1883, “O Povo Português nos seus Costumes”, “Crenças e Tradições”, em 1885, e “História da Poesia Portuguesa”, que lhe levou anos a escrever, procurando as suas origens através das várias épocas e escolas.

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