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Memórias em Educação e Encontros de Luz

Igreja Matriz, enraizada nas nossas vidas.
Tempos e Memórias

Vejo uma Fotografia da Igreja Matriz de Delgada, onde, desde muito cedo, nos encontrávamos, – membros da minha Família -, muito em especial quando a minha amada Mãe Leontina Maria, vinha à Cidade, e eram as vezes necessárias, por razões várias, também para fazer compras mais em conta, “por atacado”. Sempre cresci ouvindo a minha Mãe falar e viver a Moral, dizia “aquela pessoa é uma pessoa de moral” – e sabíamos o que essa afirmação significava, e significa, e “fazendo economias”. Muitas vezes dizia a minha Mãe, “é preciso fazer economias”, procedimento bem expresso nas fórmulas: “do pouco faço muito”, do pobre faço rico”, “no poupar está o ganho”, com que oriento a minha vida. Somos naturais dos Ginetes, onde nascemos, crescemos e vivemos. E muitos lugares, sítios e instituições, lojas e comércio, etc, têm, desde muito cedo, na Cidade de Ponta Delgada, um sentido e significação na minha e nas nossas vidas. A Igreja Matriz era o Local de Encontro, humano e espiritual, de Oração. Desde cedo a Igreja Matriz, de Ponta Delgada, também entrou no meu Ser e Crescer, e continua. Entrar e rezar na Igreja Matriz evoca o passado, o presente e o futuro.
Igreja Matriz, de S. Sebastião, de e em Ponta Delgada. No Templo Sagrado, ou seja, em que lugar for, onde se erga o Altar Sagrado, celebra-se a Eucaristia, onde está em Presença, Plena, o Santíssimo Sacramento, a Santíssima Trindade, o Nosso Maior Amigo, desde Sempre, desta vida, natural, e sobrenatural, e da vida eterna. Celebração da Eucaristia, instituição na última Ceia, o Nosso Amigo, Jesus Cristo, que nunca falta nem falha, quando todos possam faltar e falhar, até os que nos abandonam e que Prometeram Cuidar de… até à morte natural. Deus sabe tudo. Podem até voltar-nos as Costas, como fizeram a Cristo, na Santa Cruz, mas lá ficaram, Junto à Cruz, Nossa Senhora, SANTA MÃE DE DEUS! SANTA MÃE DE DEUS! SANTA MÃE DE DEUS! (Papa Francisco), com Maria Madalena e S. João, o Discípulo Predileto. Mas foi Simão Pedro, – Pedro, que significa Pedra -, que negou Cristo três vezes, que foi escolhido diretamente por Cristo para Seu Vigário na Terra. S. Pedro que chorou amargamente, de remoro. As Lágrimas lavam e purificam o Coração e a Alma, de cada um de nós, em Amor e Dor. “O Dom das Lágrimas”, de que fala o Papa Francisco, Sucessor de S. Pedro.
As Lágrimas lavam e purificam o Coração e a Alma, de cada um de nós, em Amor e Dor.

Ponta Delgada, 31 de janeiro de 2024, às 22: 18h, Hora dos Açores,
Emanuel Oliveira Medeiros

A Luz numa manhã de Sol

Quando podemos, a Luz é regulada à capacidade de os olhos a suportarem, os cortinados trazem a luz na dose certa. Vemos a luz e o que a luz dá a ver. O fenómeno da luz é absolutamente da Ordem da Criação, natural e sobrenatural. Esta manhã há luz intensa. A luz intensa pode ferir o globo ocular. Uma experiência que nunca se deve fazer. A Luz é a intensidade de tudo, incluindo o que a noite e as trevas esconderam. A Luz manifesta-se e manifesta. “Quando o sol nasce é para todos”, e tudo se mostra à presença da luz, que impele à Verdade e à manifestação do que estava oculto ou foi ocultado. Em estado de Vigília os nossos cinco sentidos falam na interação e integridade e unidade dos nossos cinco sentidos, que convergem para o olhar. Até as pontas dos pés veem. A Sensibilidade é o Órgão do Conhecer que põe em contato o nosso ser com a totalidade do Ser, interior e exterior, até onde é possível intuir.
A manhã de hoje está com Sol, intenso, a brilhar no Céu azul, algumas nuvens, brancas, mantêm-se com pouco movimento. O vento foi para outros lados do Universo. Há Luz. Está um tempo bom, de Sol, que aquece, depois de tanta chuva. É o Universo, no seu Ser, na maravilha do Ser, em cada Momento, em cada dia, sempre diferente, que nos faz ver a Diversidade e a Unidade. É, É, É. E a Verdade mostra-se em absoluta transparência. Mas é da natureza da linguagem mostrar, mostrar-se e ocultar, para outros desvelamentos, numa Procura incessante.
E os passarinhos chilreiam na buganvília, no nosso Quintal, aqui na Cidade de Ponta Delgada, cantam alegres a Alegria que sentem e que lhes sai da garganta. Louvam o Criador no chilrear que nos fala da Vida, natural e sobrenatural. E Lembro-me do Cântico: “Pela manhã, as aves cantam, ações de Graça ao Nosso Criador”. É tempo de Cantar. Cantar é sinal da Presença do Criador. Cantar é uma Graça, uma Bênção, um Dom. Gosto muito, muito, de Cantar. Quem percebe bem de Música afirma que tenho Voz de Tenor. Tudo, da Ordem da Criação e dos Dons e talentos, de todos, vem de DEUS, O SENHOR DA VIDA.
E eis que a manhã nos traz a Esperança, na Promessa de um novo dia, no amanhecer sempre único, sempre singular, no tempo e no espaço. Somos seres voltados para a luz. Somos, um pouco, como as plantas, há umas que têm uma inclinação natural para a Luz, procuram a luz. As plantas transformam o dióxido de carbono em oxigénio. É a fotossíntese, um processo natural de fazer luz, dar à luz, mas isso não acontece de noite. Noite e Dia, e assim somos nós também. E, à noite, é pelo tato que vemos, a partir da Sensibilidade que nos guia e orienta. Nós humanos temos a ânsia de ver, no ver exterior e no ver interior, e em interligação. À noite, na ausência de luz, vemos, também, com a luz que se quer do Bem da nossa Inteligência. É a Luz. Somos feitos de Luz. O que fazemos da luz, com a luz, na luz? A Decisão está também na origem do ser que acrescentamos ao nosso ser, ao Ser, que também se manifesta no conhecer, de nós, dos outros, do Universo, do Deus Criador da Vida.
Ponta Delgada, 31 de janeiro de 2024,
Emanuel Oliveira Medeiros

Encontros, Tempos e Memórias

Não se faz um bom estudante sem calo nos dedos. A Memória é uma faculdade ativa na e para a (re) construção do Conhecimento e o Conhecimento fica inerte, sem vida, se não tiver a Raiz ligada à Verdade. A fobia à Verdade vai levar gerações, até idosos descrentes, a vazios interiores, a ravinas e precipícios. Muitos idosos/as são desrespeitados porque não impuseram a sua idade, a sua autoridade, a tempo, a gerações e sociedades que não têm o Sentido do Dever pelo Dever, e o Respeito, Incondicional, pela Pessoa Humana, até ao fim natural da sua Vida. Mesmo numa cama, com muitas dependências, a Pessoa Idosa – ou de outras idades – está em plena Integridade de Ser, Dignidade e Verticalidade de Princípios e Valores, perante os quais nos ajoelhamos e curvamos. Quantos/as Idosas/os não nos ensinam, em cada dia, a Crescer na Fé e nos Valores Superiores da Vida Humana! O Idoso/a que nos ensina a cada Momento o Caminho para Deus é um Sacrário Vivo, um Altar de Sacralidade, que nos remete para Deus, para a Santíssima Trindade, para a Santa Mãe de Deus. Que coisa exultante ouvir um/a um/a Idoso dizer-nos: “Eu Sinto Deus em Mim”. Já dei por mim a sentir a Respiração de uma Pessoa Idosa e nessa Respiração sentir a Força Poderosíssima da Oração. Uma Alma Orante transborda vida do seu Espírito.
A Educação tem de Regressar aos Valores. É sempre na Nascente e na Origem que reencontramos os Verdadeiros Princípios e Valores, de sempre. As pessoas, as famílias, os grupos, outras instituições, os povos, etc, vivem em Dinâmicas, Permanências e (in) Certezas, mas precisam de ter um Norte, a Bússola dos Valores Maiores.
A dúvida só é fecunda se não seca a Raiz do Conhecimento. O Conhecimento que interessa para a Vida tem Raiz e Vínculo na Verdade, que encontra sempre dinamismo e movimento como Procura em Autenticidade. Só o que e Quem é Genuíno abre caminhos seguros no Caminho da Vida, tão complexa, mas em pureza e dureza. Quem não supera obstáculos não testa a sua capacidade e resistência, não cresce em termos espirituais.
Hoje tive dois encontros de Graça, da minha parte dei-lhes todo o tempo. O tempo é e faz-se. Quem quer despachar os outros, nega momentos de Graça em Deus, que Se nos manifesta nos rostos dos outros, o outro “totalmente outro” (Levinas), o outro que me interpela como meu Irmão. Não é assim que os Romeiros, como Caminheiros da Oração, se tratam e chamam uns aos outros? Não era assim que se tratavam, e chamavam, uns aos outros, os primeiros cristãos?
Ponta Delgada, 30 de janeiro de 2024,
Emanuel Oliveira Medeiros
(Texto revisto e acrescentado, mantendo, assim, a sua plena originalidade)

Nota: Todos estes textos, da minha autoria, – alguns revistos -, foram escritos, e publicados, originalmente, nas respetivas datas, na minha Página do Facebook.

Emanuel Oliveira Medeiros
Professor Universitário*

*Doutorado e Agregado em Educação e na Especialidade de Filosofia da Educação

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