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Andrea Moniz-DeSouza, Presidente da Associação dos Emigrantes Açorianos – “Estamos a trabalhar com o governo para a captação de investimentos”

Esteve recentemente de passagem por esta região a advogada Andrea Moniz-DeSouza, cônsul honorária na Bermuda, fundadora e ex-presidente da Casa dos Açores da Bermuda e agora presidente da AEAzores, Associação dos Emigrantes Açorianos, uma entidade independente fundada em outubro de 2010, com sede na cidade da Ribeira Grande, ilha de São Miguel e com três orgãos: direção, assembleia geral e conselho fiscal, com a adesão de elementos dos Açores e da diáspora açoriana (EUA, Canadá, Bermuda e Brasil).
A jovem advogada açoriana, natural dos Arrifes, São Miguel (terra de origem de sua mãe e o pai natural da Covoada), apresenta um vasto percurso de envolvimento com a comunidade portuguesa da Bermuda, desde a sua adesão a diversos sinais da presença lusa naquele território autónomo no Atlântico, nomeadamente através do Clube Vasco da Gama (fundado em 1935), d> escola portuguesa e rancho folclórico, tendo sido a única mulher eleita presidente desta organização lusa com sede em Hamilton. Reside atualmente em São Miguel, deslocando-se frequentemente à Bermuda, onde mantém as raízes e atividade profissional de advogada.
“Regressei aos Açores com a minha família e como sempre gostei de me envolver na nossa cultura vi na Associação dos Emigrantes Açorianos, na altura em fase de eleições, um passo natural para me envolver ativamente numa organização que apoia os imigrantes açorianos, valoriza o seu legado e divulga a história dos ciclos imigratórios açorianos”, começou por dizer ao PT Andrea Moniz-DeSouza, acompanhada na sua visita à nossa redação pelo presidente da Casa dos Açores da Nova Inglaterra, Francisco Viveiros e esposa Lúcia. Andrea inteirou-se in loco desta associação e do Museu da Emigração Açoriana durante uma visita a São Miguel aquando do Conselho Mundial das Casas dos Açores em 2021.
Fundou em 2015 com um grupo de pessoas a Casa dos Açores da Bermuda, sendo presidente durante 8 anos.
Agora o seu novo desafio é a Associação dos Emigrantes Açorianos – AEAzores, cujos objetivos principais são a cooperação e a solidariedade entre os seus associados.
“A nossa associação está direcionada à promoção de iniciativas relativas à problemática da imigração açoriana, defender e promover os direitos e interesses dos imigrantes, apoiar e informar os imigrantes regressados e os que ainda residem nos países de acolhimento, para além de promover e dinamizar as suas capacidades próprias, recreativas, culturais, sociais e humanitárias”, sublinha Andrea Moniz-DeSouza, que adianta: “outro dos nossos objetivos é também estabelecer intercâmbios com associações congéneres estrangeiras, regionais e nacionais e promover ações comuns de informação e formação, até porque notamos que há muitos açorianos na diáspora que tencionam regressar à terra de origem e a nossa associação pode ajudar muito a servir como ponte de apoio e integração em todas as fases de um processo de regresso à região e o núcleo de apoio criado pode ser muito útil”, afirma a presidente da AEAzores, salientando que “os Açores de hoje são muito diferentes do que eram antigamente e a nossa organização pode facilitar em todo o processo de adaptação daqueles que regressam”.
Paralelamente a tudo isso, exerce a sua profissão de advogada na Bermuda, pelo que desloca-se com alguma frequência à terra onde viveu a maior parte da sua vida.

Lançamento de livro sobre
emigração açoriana
na Bermuda

Está na forja o lançamento de um livro sobre os 175 anos da presença lusa na Bermuda. “Estamos a trabalhar no lançamento de um livro cuja temática é a emigração portuguesa para a Bermuda, que se regista há 175 anos e que está a ser preparado pelo Eduardo Medeiros, que tem efetuado um extenso trabalho de pesquisa, com o apoio da Casa dos Açores e do Consulado de Portugal e penso que será um excelente documento histórico focando toda a problemática da imigração lusa para a Bermuda, as histórias de sucesso e também de insucesso”, salienta.

Captação
de investimentos

“Estamos este ano a trabalhar com o Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional das Comunidades e da Direção Regional do Empreendedorismo e Competitividade na organização de conferências com a participação de açorianos da diáspora para a captação de investimentos numa sessão que deverá ser designada por “Semana da Diáspora” e possivelmente a ser realizada no final deste ano e com frequência anual no futuro, numa forma de atrair os empresários açorianos da diáspora a investir na sua terra e ainda trazer de volta aos Açores o torneio de golfe que era organizado por esta associação, interrompido há vários anos”, confidencia-nos a presidente da AEAzores,

Apoio aos que querem
regressar

Andrea Moniz reforça a ideia de que esta associação deve servir como núcleo de apoio àqueles que tencionam regressar e ao mesmo tempo incentivar os empresários açorianos da diáspora a investirem na sua terra, promovendo o intercâmbio de jovens nos dois lados e aproveitando os diversos incentivos que o Executivo açoriano oferece.
“Sei de casos concretos na Bermuda de jovens que se deslocaram aos Açores e que agora tencionam visitar com mais assiduidade a terra de pais e avós e isso é sem dúvida muito positivo a vários níveis: social, cultural e económico, para os Açores e para eles próprios, que serão os futuros embaixadores dos Açores por esse mundo fora”, refere Andrea Moniz-DeSouza.

Angariação de sócios
e o significado
da Praça do Emigrante

Sobre a angariação de sócios para a Associação dos Emigrantes Açorianos – (AEAzores.org), continua uma campanha em vigor para o engrandecimento da associação, até porque com o aumento do fluxo financeiro certos objetivos serão concretizados mais atempadamente.
“São apenas 25 dólares anuais para se tornar sócio, aberto não apenas aos portugueses dos Açores mas de todas as outras regiões, e temos ainda a Praça do Emigrante, fundada em 2020, num projeto de autoria de Luís Silva, que é efetivamente um espaço onde as pessoas através da inscrição de nomes nas respetivas placas e pedras, vêem nisto como um gesto de reconhecimento e de gratidão para com o esforço e sacrifício dos seus antepassados e então fazem questão de prestarem homenagem à memória dos seus entes queridos, muitos dos quais já falecidos”, afirma Andrea, que realça ainda o Museu da Emigração Açoriana, ali muito perto da Praça do Emigrante, com documentos históricos sobre a imigração açoriana para o estrangeiro:
“Muitos familiares desses primeiros imigrantes visitam este espaço e emocionam-se ao ver fotos e textos sobre os seus entes queridos”, conclui a advogada Andrea Moniz-DeSouza.
Para se tornar sócio ou outras informações consultar o site aeazores.org ou a página do Facebook.

Exclusivo Portuguese Times/
Diário dos Açores

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