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“Neste momento falta-me conhecer Santa Maria, Graciosa e São Jorge, e seria fantástico se um dia tivesse pelo menos um videoclip feito em cada ilha.”

Miguel Berkemeier é um apaixonado pela música e pela natureza e fez de ambas a combinação perfeita para o seu primeiro álbum, na qual os Açores ganham grande destaque

Embora Miguel Berkemeier seja um apaixonado pela música, a verdade é que nem sempre foi assim. Apesar de ter sido começado a aprender a tocar violino aos 6 anos de idade, só anos mais tarde é que acabaria por perceber que a música era sem dúvida um elemento fundamental na sua vida.
Recentemente lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Mother Nature” e os Açores têm um papel especial no mesmo.
Miguel esteve nas ilhas das Flores e do Corvo para gravar dois videoclips e pretende no futuro retornar para mais projectos, visto que, para o mesmo, a beleza do arquipélago é uma fonte inesgotável de inspiração.
No seu currículo destaca-se também a sua participação no programa “Got Talent Portugal”, onde acabou por ser semifinalista.
O Diário dos Açores esteve à conversa com o músico para conhecer um pouco mais do seu trabalho e perceber que novos projectos o aguardam no futuro.

Fale-nos um pouco sobre si.
Chamo-me Miguel Berkemeier e sou um compositor português, nascido em 1999. A Natureza é a principal inspiração para as minhas composições e o meu repertório vai quase da Música Clássica ao Metal, mas grande parte das músicas tem influências do Folk, World Music e New Age e algumas têm um cariz cinematográfico.
O violino é o meu instrumento principal, mas toco também guitarra, piano e canto em algumas músicas.
Nos últimos anos com o meu projecto a solo tenho tocado pelo país e participado em vários concursos, destacando-se ter sido semifinalista do Got Talent Portugal.
Tenho participado também noutros projectos, desde bandas de metal a grupos de música tradicional, bem como feito música para documentários de natureza, peças de bailado e teatros.

Como surgiu a paixão pela música na sua vida.
Aos 6 anos de idade os meus pais puseram-me nas aulas de violino na Academia de Música de Almada, que ficava perto de onde vivíamos, na Costa da Caparica. Eles achavam que poder aprender música era uma oportunidade.
Para ser sincero nos primeiros tempos eu não gostava assim tanto como depois vim a gostar, provavelmente pelo facto de o violino ser um instrumento complicado nas primeiras fases da aprendizagem.
Felizmente, graças ao esforço e paciência dos meus pais e professores, nunca desisti e acabei por ir conseguindo evoluir.
Mas a minha verdadeira paixão pela música surgiu uns anos mais tarde, já no ensino básico e secundário, quando comecei a compor músicas e também a explorar outros instrumentos. E sobretudo quando tirei a licenciatura, em Biologia, percebi que queria mesmo seguir a composição musical a nível profissional e construir uma carreira.

O violino detém uma importância determinante no seu trabalho e paixão pela música. Porquê o violino? O que o mesmo representa para si?
O violino é muito especial para mim, foi o instrumento que os meus pais escolheram para eu aprender e estou-lhes muito grato por isso.
Apesar de a minha maior paixão ser a parte da composição musical, mais do que a própria interpretação ou execução de um instrumento em si, sinto que o facto de ser o violino o meu principal instrumento tem-me ajudado imenso como compositor e também a conseguir tocar outros instrumentos. Acho que o violino é um instrumento bastante versátil, que se pode adequar a vários estilos, podendo adquirir diferentes roupagens e ser usado de diferentes formas.
Como eu tenho um gosto musical eclético e gosto de explorar diferentes sonoridades e experimentar compor em vários estilos, é um instrumento que me ajuda imenso.

Esteve nas ilhas do Corvo e Flores e gravou videoclipes em ambas as ilhas. Porquê escolheu os Açores?
Sendo eu um amante da natureza e gostando de retratar a beleza da mesma através da música, os Açores são uma região perfeita para fazer videoclips.
As paisagens das ilhas são de uma beleza ímpar e transmitem uma paz que me identifico bastante, e até alguma mística, e penso que de alguma forma se relacionam também com as músicas.
Os Açores no geral são também uma fonte de inspiração notável.

Detém um canal no Youtube, onde é possível visualizar e dá a conhecer um pouco sobre o seu trabalho. Como tem sido recepcionado o seu trabalho pelo público?
Uso o meu canal de Youtube como principal forma de divulgação do meu trabalho e felizmente tem corrido bem, tenho conseguido chegar a mais gente do que esperava inicialmente.
Muitas pessoas identificam-se com as músicas e outras com a minha relação com a natureza, de uma forma geral têm reagido bem ao meu trabalho. Neste momento o meu canal tem já mais de 10 mil subscritores de um pouco por todo o mundo.
No entanto, gostaria de conseguir chegar a mais portugueses, sendo que a maioria dos compositores são estrangeiros.

O Miguel é um amante da natureza, tendo aproveitado a sua estadia nos Açores para fazer observação de aves. Como foi a sua experiência? Os Açores superaram as suas expectativas?
Um dos meus hóbis é a observação de aves, e a minha experiência nos Açores foi fantástica a este nível.
Para além das suas espécies endémicas, os Açores têm a particularidade de ser provavelmente o melhor local da Europa para observar aves migratórias americanas, que ao migrarem entre a América do Norte e do Sul, quando são confrontadas com tempestades são acidentalmente empurradas para o oceano Atlântico, desviando-se completamente da rota.
Muitas destas aves acabam por chegar às ilhas dos Açores, sobretudo ao Grupo Ocidental, encontrando refúgio e salvação nestas ilhas paradisíacas. É uma oportunidade única para observar espécies americanas em Portugal. Espero regressar mais vezes aos Açores para observar aves.

Pretende retornar ao arquipélago para futuros trabalhos?
Pretendo voltar aos Açores para gravar mais vídeos para novas músicas.
Na verdade, para além dos vídeos gravados no Grupo Ocidental, tenho já outros feitos noutras ilhas, para músicas que ainda não lancei, mas espero lançar no futuro.
Neste momento falta-me conhecer Santa Maria, Graciosa e São Jorge, e seria fantástico se um dia tivesse pelo menos um videoclip feito em cada ilha.
Para além disto, gostaria muito de um dia poder dar um concerto nos Açores!
Para mim seria uma experiência fantástica, e penso que, sendo os Açores uma fonte de inspiração para algum do meu repertório, os açorianos poderiam achar interessante.
Na maioria das minhas actuações uso projecção de vídeo a acompanhar as músicas, semelhantes aos do Youtube, mas com novos elementos, por isso nas músicas relacionadas com os Açores, o público iria reconhecer as paisagens.
Até agora ainda não surgiu a oportunidade, mas espero que um dia surja.

Que novos projectos aguardam o seu futuro? O lançamento de um álbum, está nos mesmos?
Na verdade lancei este ano o meu primeiro álbum, “Mother Nature”, que está disponível em todas as plataformas digitais.
Curiosamente a capa deste álbum foi feita nos Açores, nas cascatas do Poço da Ribeira do Ferreiro, nas Flores!
Eu estou a contar lançar novas músicas no Youtube nas próximas semanas e possivelmente um novo álbum daqui a uns meses.

Ana Catarina Rosa

*[email protected]

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