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Defender os Açores no Parlamento Europeu

“…Custa-me muito assistir à perda de votos na CDU. Na verdade, quem mais vezes levou matérias dos Açores ao Parlamento Europeu, foi o seu, então, grupo parlamentar. E é impossível e desonesto não reconhecer este facto…”
(Excerto de um comentário eleitoral da ex-deputada do BE no Parlamento Açoriano, Alexandra Manes. 10/06)
Não está sozinha nesta apreciação, Alexandra Manes. Efetivamente, da boca de outros cidadãos não afetos à CDU, já ouvi opiniões idênticas a propósito do trabalho efetuado, durante o seu mandato em Estrasburgo (que terminou no passado domingo), pelos deputados da CDU, Sandra Pereira e João Pimenta Lopes.
Além das possíveis vantagens (ainda por aferir) para os interesses dos Açores e dos açorianos que significou a eleição de André Rodrigues (PS), Paulo do Nascimento Cabral (AD) e Ana Martins (IL), torna-se também de grande relevância para os Açores, o facto de, apesar da perda de um mandato ser vista como potencialmente desfavorável, a CDU ter conseguido eleger João Oliveira e continuar presente no Parlamento Europeu.
Saíram então de alguma forma goradas todas as previsões, pressões e chantagens formatadoras da vontade do eleitorado, e foram muitas ao nível da comunicação social, do comentário, das redes sociais ou das sondagens, com vista a fazer desaparecer a voz da CDU no Parlamento Europeu…
O deputado João Oliveira, na mesma linha dos dois anteriores não irá regatear certamente, como o futuro demonstrará, a atenção específica e a construção das propostas subsequentes, relativas aos interesses dos Açores e dos açorianos junto da União Europeia. Se, para essas propostas, puder contar com o apoio parlamentar de qualquer dos três deputados regionais, eleitos pelas listas nacionais do PS, PSD ou IL, tanto melhor.
Em sentido inverso, o mesmo se poderá dizer no respeitante à disponibilidade do deputado da CDU para apoiar quaisquer propostas específicas favoráveis ao interesse regional que venham a ser apresentadas por qualquer dos deputados residentes nos Açores, ou mesmo por quaisquer outros, eleitos por outras forças políticas.
Mas no Parlamento Europeu o mundo não gira à volta dos Açores, e o que a história nos ensina é que existem medidas e regulamentos aprovados pelas instituições europeias e ratificadas maioritariamente pelo Parlamento Europeu, que se revelaram e revelam prejudiciais aos interesses dos Açores e dos açorianos, e que, mesmo quando nesse Parlamento têm assento deputados regionais (geralmente eleitos pelo PS e PSD), esses deputados nem por isso deixam de votar ao lado dos seus grupos parlamentares e contra os interesses dos Açores. Não faltam exemplos, particularmente em setores económicos estratégicos como são os casos da Política Agrícola Comum (PAC) ou da Política Comum de Pescas (PCP).
Nestes casos, de nada têm valido aos Açores os deputados (ditos) açorianos no Parlamento Europeu. Mais: nestes casos em geral quem tem votado e continuará a votar ao lado dos Açores e dos açorianos serão, entre outros, o(s) deputado(s) eleitos pela CDU…

Mário Abrantes

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