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Navio ‘Laura’ vai trazer 300 viaturas de Lisboa

As centenas de viaturas que se encontram no porto de Lisboa, há meses, com destino aos Açores, vão ser transportadas para Ponta Delgada até ao final deste mês por um dos operadores marítimos.
Segundo soube o nosso jornal, a GSLines do Grupo Sousa disponibilizou o navio “Laura” para uma operação extraordinária no dia 25 de Junho, depois dos empresários açorianos se terem queixado dos atrasos na entrega da mercadoria e de terem apresentado uma queixa junto do Governo e da autoridade reguladora, a AMT.
A Mutualista Açoriana, a Transinsular e a GSLines Grupo Sousa, têm vindo com os navios cheios, havendo carga com semanas de atraso, conforma foi denunciado neste jornal há uma semana.
A situação é de tal forma complicada que o Grupo Automóvel Stellantis tencionava fretar um navio para trazer essas viaturas, a maioria das quais destinada a empresas de rent-a-car, para operar este Verão.
Durante o último fim de semana foram desenvolvidos contactos para solucionar o problema, tendo o Grupo Sousa chegado á frente para fazer a operação extraordinária das viaturas.
Para os empresários de S. Miguel, “está é a prova de que o modelo de transportes marítimos quu temos está ultrapassado e não serve a nossa economia”.
Um dos empresários disse mesmo ao nosso jornal que é frequente os operadores recusarem o transporte fora de contentores, argumentando que têm o espaço esgotado, obrigando a utilização dentro de contentores, que custa mais do dobro (mais de 1500 euros).
Outro empresário denuncia que algumas transportadoras privilegiam clientes da própria empresa proprietária dos navios, prejudicando os restantes, que se vêem relagados para segundo plano.

Mário Fortuna: “Modelo de transporte marítimo estrangula a economia”

O Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada disse ontem ao nosso jornal que “o actual modelo de transporte marítimo para os Açores estrangula a economia açoriana e não promove a inovação e eficiência”.
Mário Fortuna reagia à notícia das viaturas que se encontram em Lisboa, há meses, para serem transportada para os Açores, afirmando que “tal como a Câmara do Comércio tem alertado há muito tempo, há a necessidade de rever o modelo actual e a indefinição do governo para actualizar este modelo leva a situações destas”.
Mário Fortuna acusa os operadores de não renovarem a frota, provocando contingências operacionais, como agora acontece.
“O modelo permite isto e dizer que não deve ser alterado é miopia, porque a economia fica estrangulada”, acrescenta o empresário.
“É preciso fazer nos transportes marítimos o que se fez com o transporte aéreo; estas Obrigações de Serviço Público onerosas, com o Governo a onerar a actividade económica e as empresas, só provoca um modelo distorcido, que é o que temos”, conclui Mário Fortuna nas declarações ao Diário dos Açores.

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