Edit Template

Instávele periclitante

O dia em que Barack Obama subiu ao púlpito para ser apresentado como o presidente da nação mais poderosa do nosso tempo, assistimos todos a um dos momentos mais originais, históricos e icónicos das chamadas democracias ocidentais. Um negro, aparentemente surgido do anonimato, fez estremecer o orgulho supremacista branco e toda a ideologia que preconizava que tal nunca poderia suceder.
Obama, um dos melhores oradores que conheço, cidadão culto e inteligente, foi logo vítima da poderosa contrainformação, a provar que se a democracia vive do melhor, mas também tem o seu lado obscuro, tão obscuro, que não acreditamos ser possível. A ascensão de Obama ao poder foi motivo de orgulho e de fé no futuro.
Por outro lado, há um par de anos, quem assistisse ao debate Bolsonaro-Lula, faria disparar o alarme “Cuidado, a nossa democracia liberal está a arder”, devido sobretudo ao nível de decadência verbal e argumentativa que achávamos não ser possível de acontecer. Chamaram-se mutuamente de ladrão, de bandido, de descompensado, entre outros termos impróprios para um debate civilizado.
Esse tom decadente e mal-educado chegou ao debate Biden-Trump de há uns dias. Não foi mau, foi péssimo. E a questão agora não é onde estamos – porque já estamos vivendo a decadência -, mas onde acaba isso? A questão que se coloca é onde acaba a degeneração e começa a edificação?
É certo que não acabará em Paris!

Luís Soares Almeida*

Edit Template
Notícias Recentes
Câmara Municipal de Ponta Delgada apoia Casa do Povo de Fenais da Luz
25º aniversário da inauguração do Monumento ao Imaculado Coração de Maria celebrado no Miradouro na Serra do Facho
Açores registaram um crescimento de 16,4% nas dormidas no mês de Novembro
Mensagem de Ano Novo do Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores
As previsões do astrólogo Luís Moniz para 2025
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores