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A marcar passo

Há empresas, públicas e privadas, que não têm acompanhado o ritmo de crescimento do turismo nos Açores.
As públicas porque são mal geridas, como é do conhecimento geral, e as privadas, como a ANA/VINCI, porque não dependem da Região Autónoma e estão-se borrifando para os nossos interesses.
Os casos do porto e aeroporto de Ponta Delgada são dois exemplos da incúria pública e privada, que travam o desenvolvimento da região.
O porto já há muito que devia ter um plano estratégico para a sua requalificação ou um estudo para a sua ampliação ou outro a construir de novo, como alguns defendem.
Ficará para as calendas gregas, como já vem sendo habitual em S. Miguel nos últimos anos.
Aliás, na última década não há obra que se veja nesta ilha. Os governos alhearam-se da Avenida do Atlântico na Ribeira Grande, desmazelaram o acesso ao lado poente da ilha, as obras no Mercado da Graça é o que se vê, freguesias a necessitarem de creches e lares para idosos, obras de recuperação do Hospital é a passo de caracol e por aí fora.
Parece uma fatalidade: tudo o que é público é para marcar passo.
Outro exemplo, mas do privado, concessionado pelo público: o Aeroporto João Paulo II.
Abandonado pela empresa que a gere, só recentemente é que acordou para a incapacidade de responder ao forte crescimento de movimento de passageiros e aviões.
Foi preciso pressionar ao nível político, depois das constantes queixas dos passageiros, para que suas excelências se mexessem em Lisboa.
Mesmo assim, traçaram um projecto tarde e a más horas, que nos obriga a marcar passo por mais três anos, se não houver atrasos.
Com efeito, o projecto de ampliação do aeroporto, com quatro mil metros quadrados, aumentando 30% face à área atual, prevê a sua conclusão apenas em 2027.
Até lá, continuam a explorar-nos com as absurdas regras de estacionamento no aeroporto.
A parte a edificar, em dois pisos, será na actual zona Vip, mas há quem diga que não será suficiente, o que não surpreende, habituados que estamos ao histórico da empresa noutros aeroportos, como o de Lisboa, onde a máxima da sua gestão é arrecadar mais dinheiro, aumentar taxas e atrasar o que mais puder nos investimentos.
Os accionistas, que nem são portugueses, agradecem, mas quem fica com os problemas somos todos nós, os que frequentamos o aeroporto, porque é a nossa estação das acessibilidades, e a reputação dos Açores, que fica com a fama de não saber receber no seu aeroporto mais importante.
É preciso continuar a pressionar a empresa para que continue a investir nos aeroportos que gere nos Açores, não esquecendo os aeroportos da Horta e de Santa Maria, que também merecem, há muito, outra atenção redobrada.
É bom que o Governo dos Açores tenha esta responsabilidade na agenda e não se ponha a assistir de varanda, que é o que tem feito, até agora, no sector dos transportes, portos e aeroportos.
Uma autêntica desilusão.

Osvaldo Cabral
[email protected]

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