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Artur Lima defende apoio da União Europeia ao transporte de pessoas e mercadorias

O vice-presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, defendeu em Estrasburgo, na França, a necessidade de a União Europeia (UE) adotar para a região ultraperiférica programas de apoio ao transporte de pessoas e mercadorias.
Artur Lima, citado numa nota ontem divulgada pelo executivo regional, especificou que os Açores enfrentam “desafios únicos devido à sua condição arquipelágica”, o que “acarreta limitações logísticas, económicas e de mobilidade”.
Face às dificuldades com que é confrontado o arquipélago, considerou, devem ser adotados programas de apoio ao transporte de pessoas e mercadorias, que “facilitem a mobilidade entre ilhas e entre estas e o continente europeu”.
O governante intervinha na terça-feira na conferência intercalar dos presidentes das regiões ultraperiféricas (RUP).
Para o responsável pela cooperação externa do Governo dos Açores, nos setores da agricultura e pescas os programas de apoio ao desenvolvimento são determinantes para se prosseguir o “caminho da autossuficiência alimentar”.
Apesar de os Açores serem beneficiários de políticas da UE, sublinhou, também desempenham um “papel ativo na construção de uma estratégia marítima”, na qual se destaca o “passo inovador de estabelecer a maior rede de áreas protegidas do Atlântico Norte, cobrindo 287.000 quilómetros quadrados”.
Em causa, sublinhou, está “um compromisso sério com a proteção dos oceanos” e uma “demonstração clara de que se pode liderar pelo exemplo”, mantendo-se os Açores numa “posição privilegiada para contribuir de forma extraordinária para o Pacto Europeu dos Oceanos”.
“Este é o nosso compromisso. Almejamos o devido benefício”, frisou.
Artur Lima referiu ainda a necessidade de o POSEI – Programa de opões específicas para fazer face ao afastamento e à insularidade ter, na vertente agrícola, um “orçamento suficiente para reforçar a coesão socioeconómica das comunidades rurais”.
O vice-presidente do Governo dos Açores sinalizou, por outro lado, os inúmeros desafios da Europa em matéria de defesa e segurança e considerou válida a perspetiva de investir na competitividade e inovação, mas rejeitou “qualquer proposta que sugira que o aumento de investimentos nesses domínios deva ser feito à custa dos recursos financeiros destinados à coesão, à agricultura ou às pescas”.
“É preciso ter em atenção esta situação e nós, como representantes das regiões ultraperiféricas, devemos mobilizar os nossos esforços nesse sentido”, disse.

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