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Empresários de Angra contra concentração de cuidados de saúde em S. Miguel

A Comissão Setorial de Saúde da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo (CCIAH) manifestou ontem “ surpresa pela notícia vinda a público na quarta-feira, sobre o facto da Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada (HDES) querer concentrar cuidados de saúde na área de cardiologia na ilha de São Miguel, sacrificando a almejada coesão regional e a equidade no acesso dos Açorianos à saúde”.
Para a Comissão de Saúde da CCIAH, “a visão profundamente centralista de Paula Macedo revela desconhecimento e falta de consciência sobre como deve funcionar um Serviço Regional de Saúde (SRS) avesso a disparidades regionais e suficientemente resiliente para servir os utentes de todas as ilhas”.
E acrescenta: “Não é concentrando serviços numa única ilha que os Açorianos ficarão melhor servidos. Tal opção poderá revelar-se catastrófica e sacrificar a proteção na saúde das populações, algo que esta Comissão rejeita em absoluto”.
“É inaceitável que, numa região isolada e geograficamente descontínua como os Açores, não se leve em consideração essas especificidades no planeamento do setor de saúde. A resposta, neste setor, deve ser robusta, previsível e focada na redundância de serviços, fortalecendo outras unidades hospitalares, nomeadamente o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT). É urgente destinar recursos ao HSEIT garantindo que, em nenhuma circunstância, a capacidade de atendimento do SRS aos doentes seja comprometida. É por isso que defendemos que o HSEIT seja munido de equipamentos cruciais, como uma sala de hemodinâmica”, afirma o comunicado enviado ao nosso jornal..
“É importante recordar que é na ilha Terceira que se localiza a principal pista de emergência do Atlântico Norte, um fator crucial que deve ser considerado na organização dos cuidados de saúde. O incêndio no HDES deveria ter servido como um alerta sobre a fragilidade do SRS, mas, em vez disso, parece que estamos a perder a oportunidade de abordar o sistema de saúde de forma integrada, promovendo uma saúde desigual, a várias velocidades e desatenta face à realidade de cada ilha”, conclui.

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