A RTP Açores proporcionou na passada quinta feira, um debate sobre a credibilidade dos políticos. Melhor dito: Opinião dos conceituados convidados sobre o que pensam os eleitores, daqueles que os governam ou vêm governando ao longo dos quase cinquenta anos de democracia. As opiniões dos experienciados participantes foram unânimes: Grande preocupação com o modo como os políticos/governantes se estão comportando no exercício dos seus mandatos, perante o povo que os elegeu! Não existe entendimento entre os chamados partidos da governação, não há sentido de estado, não há ainda e, sobretudo, ética de governabilidade nem de fazer política.
Tudo isso está levando as pessoas ao descrédito nas suas instituições, nos seus governantes, nos seus deputados regionais ou nacionais!
Como ouvinte fiquei também preocupado com o que ouvi das suas declarações. Mais fico ainda, quando todos eles e ela também… Manifestaram o propósito de não ter nenhuma intenção de participar na política ativa neste momento…
Quando figuras deste calibre político, ético e profissional, rejeitam participar na política, prova-nos de que, as coisas andam mesmo muito mal! Fica claro também, que aqueles/as que tem a sua vida profissional estável, não estão dispostos a misturar o trigo com o joio… Acabando o povo por ficar sujeito, não àquilo que gostava, mas sim, ao que é possível receber em troca do seu voto: Ânsia de poder, do emprego que não se consegue noutro lado, da Incompetência, se quisermos mesmo, do Tacho, como diz o nosso povo!
Penso, pensaram também os interlocutores no debate, que não devemos generalizar na descredibilidade dos políticos que temos, porque felizmente ainda existe gente séria na política. Devemos sim, estar atentos e, se preciso, erguermos a nossa voz perante aqueles que escolhemos e não estão respeitando a missão para que foram eleitos, logo também, a vontade do povo!
Que este deveras construtivo debate na troca de opiniões sobre a credibilidade dos políticos, nomeadamente, os da Região Autónoma dos Açores, seja motivo de profunda reflexão, para os atuais atores da governabilidade. Deixem de se preocupar com questiúnculas de menor importância que só levam á divisão entre as partes e, concentrem-se no essencial, que é o desenvolvimento harmónico da região na sua globalidade, como foi salientado por um dos participantes do painel.
Perante a minha opinião explicitada sobre este debate, haverá quem me entenda, ou me apelide de crítico às diversas atuações dos poderes instituídos, sejam eles locais ou regionais! Acontece que a crítica no meu entender, sempre que construtiva e apeladora do bem comum da nossa sociedade, deve ser aceite e não considerada ofensiva por aqueles que se dignaram dedicar algum tempo da sua vida, ao desenvolvimento do seu Concelho ou da sua Região!
Empenho, resiliência e vontade de servir, é o que se pede e reclama, a todos aqueles/as que escolham exercer cargos públicos.
Fernando Mendonça