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Francisco César defende mais apoios às empresas açorianas

Francisco César manifestou a sua preocupação com as dificuldades sentidas pelas empresas açorianas, salientando, a esse propósito, os constrangimentos no transporte de mercadorias de e para a Região, mas, também em relação aos impostos que as mesmas pagam.
“Os transportes, por exemplo, não respondem às necessidades de quem quer produzir e exportar”, afirmou o candidato do PS/Açores às eleições legislativas nacionais de 18 de Maio, para recordar que o PS conseguiu, no âmbito das negociações com a República, alterar o modelo de transportes marítimos de carga e mercadorias, assegurando um sistema mais eficaz e estável para as empresas açorianas.
Durante uma visita à fábrica de aperitivos Pérola da Ilha, o líder socialista defendeu, a nível fiscal, uma redução do IRC para as empresas que valorizem os salários e reinvistam na sua atividade, sublinhando que “quanto mais produtivas forem, mais riqueza podem gerar e melhores salários podem pagar”.
Esta é, segundo Francisco César, uma forma de reforçar a competitividade das empresas e estimular a economia regional.
Entre as propostas concretas para melhorar o nível de vida das famílias, Francisco César destacou o compromisso do Partido Socialista em tornar permanente a aplicação do IVA Zero a um cabaz de bens alimentares essenciais — medida que demonstrou eficácia durante a pandemia — e a aplicação da taxa reduzida de 6% do IVA a toda a fatura da eletricidade para consumos até 6,5 kVA, abrangendo praticamente toda a população açoriana.
“Estas medidas têm um impacto direto na vida das pessoas. Reduzem os custos com bens essenciais e com a eletricidade, libertando rendimento para as famílias. Isso é justiça fiscal e económica”, reforçou.
Francisco César apelou ainda à criação urgente de um plano de contingência regional que permita apoiar as empresas açorianas face a variações nos mercados internacionais, nomeadamente aquelas que exportam para os Estados Unidos.
“O Governo Regional já devia estar a trabalhar num programa de apoio específico para estas empresas, de forma a garantir a sua competitividade e sustentabilidade”.
O dirigente socialista aproveitou para lembrar que, ao longo do último ano, foi o PS que garantiu a descida adicional do IRS para a maioria das famílias, pelo aumento de 600 euros para 800 euros da dedução dos encargos com rendas em IRS e pela duplicação do consumo de eletricidade abrangido pela taxa reduzida de IVA, medidas aprovadas com os votos contra de PSD e CDS.
“O que o PS propõe é claro: beneficiar a maioria das famílias, promover uma distribuição mais justa do esforço fiscal e incentivar o investimento produtivo. A alternativa da direita, com a sua proposta de redução do IRC no valor de 1.500 milhões de euros, beneficia apenas uma minoria e esgota recursos públicos sem impacto na vida das famílias”, concluiu Francisco César.

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