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Francisco Lima realça necessidade de desburocratizar processos do Ministério da Agricultura

O candidato do CHEGA Açores às próximas eleições legislativas de 18 de Maio, Francisco Lima, esteve juntamente com o Presidente do CHEGA, André Ventura, reunido com o Presidente da Associação Agrícola de São Miguel, Jorge Rita, para se inteirar das prioridades para o sector agrícola regional que pode levar ao debate na Assembleia da República.
Numa reunião onde também esteve o Presidente do CHEGA Açores, José Pacheco, bem como os deputados do CHEGA à Assembleia da República e dirigentes nacionais do partido, Rui Paulo Sousa e Patrícia Carvalho, e a número dois da lista pelos Açores, Olivéria Santos, a pesada burocracia que impera no Ministério da Agricultura foi um dos temas abordados, por dificultar o acesso e agilização dos projectos de investimento do sector.
No final da reunião, Francisco Lima lamentou também que o próximo Quadro Comunitário de Apoio (PEPAC) esteja “demasiado atrasado, uma vez que já se iniciou em 2023 e para os Açores ainda não abriram as candidaturas, nem se sabe quando serão abertas”.
O candidato do CHEGA Açores à Assembleia da República fez questão de frisar que “o Governo da República está em falta para com os agricultores Açorianos”, frisando que nunca chegaram os prometidos 22,3 milhões de euros – 19 milhões de euros de ajudas directas e 3,3 milhões de euros na isenção do gasóleo agrícola do ano de 2022 – prometidos para fazer face aos constrangimentos causados ao sector devido ao conflito da Rússia com a Ucrânia.
“Esses apoios foram anunciados por António Costa, que deixou de fora os Açores, o que Luís Montenegro considerou ter sido uma injustiça enquanto estava em campanha, mas depois também não cumpriu. Isso tem de ser denunciado e reivindicado. Os Açores também são Portugal e os nossos agricultores sofrem talvez mais do que os do continente, por sermos uma Região Ultraperiférica”, reforçou Francisco Lima.
Também o líder do CHEGA, André Ventura, destacou que o sector agrícola “está ao abandono”, quer devido à invasão de produtos externos à União Europeia sem qualquer controlo de qualidade, quer pela desvalorização de alguns produtos agrícolas nacionais “o que leva a que a agricultura esteja a desaparecer”.
Numa das Regiões do país “onde a actividade primária é fundamental”, André Ventura destacou que o CHEGA tem garantido que a agricultura dos Açores é tratada como uma prioridade.

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