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Educação Pluridimensional e Cidadania: *O Poder da Verdade, Sempre.

“A Educação tem de formar para o caráter, em Verdade, para a Verdade, à Luz do Ser. Temos de reler os Filósofos que sempre cultivaram – e cultivam -, a Ontologia e Metafísica, no Valor e Verdade do Ser, como Heidegger, José Enes, Gustavo de Fraga, José Marinho, Daniel Hameline, entre muitas e muitas outras Figuras. Quem toda a sua Vida se alimenta da e na Verdade é uma Pessoa “Credível” e “Fiável”, essas Pessoas não (se) improvisam e são imunes às insídias das mentiras. Depois da “Dúvida Metódica”, em Descartes, no “Discurso do Método”, é Urgente Voltar ao Sentido Etimológico de Método, e Regressarmos ao Caminho, na Luz do Ser e Conhecer, em Educação.”

Considerando os múltiplos domínios científicos, explicitados no “Ciência Vitae”, – Plataforma de Registo Científico -, as minhas áreas e Domínios de Atuação são: “Ciências Sociais – Ciências da Educação” e “Humanidades – Filosofia, Ética e Religião – Teologia”, (com naturais conexões, interdisciplinares, designadamente com o Domínio de atuação em Comunicação e “Comunicação Social – Jornalismo”, na/no qual colaboro, com iniciativas autorais, há mais de trinta e cinco anos, sem nunca levar nem um centavo nem um cêntimo.)

Dedico este texto à minha amada Mãe, Leontina Maria Oliveira Medeiros, neste Dia 22 de agosto, tão Especial, na Celebração da Vida, Graças a Deus, O Senhor da Vida.

A Educação escolar, e não escolar, é, cada vez mais, pluridimensional. Do Núcleo da Educação emana e promana várias finalidades que lhe são acometidas. Várias são as intencionalidades remetidas para a Educação, como, por exemplo, educação para os valores, educação para a saúde, educação para a paz, educação para a cidadania, educação para os média, etc,. Num sentido macro, desde, pelo menos, a Reforma Educativa e Curricular, no seguimento da publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE), em 1986, foram enunciados “Princípios Orientadores”, que mantêm plena atualidade: “1. A educação para a liberdade e a autonomia 2. A educação para a democracia 3. A educação para o desenvolvimento 4. A educação para a solidariedade 5. A educação para a mudança” (cf. CRSE (1988). Proposta Global de Reforma. Relatório Final. pp: 21-26). Embora determinados documentos educativos e curriculares não estejam em vigor, mantêm vigência, com manifesto interesse de estudo e fontes de formação, não caindo, portanto, em nenhuma forma de atualismo, redutor. Muitas vezes é na História, e na sua Lógica viva, e na Historicidade, que encontramos luz para dilucidar o presente e perspetivar o futuro. O Papa Leão XIV dá-nos um Grande Exemplo, também nesse sentido. A aparente simples auto-atribuição do Nome ganha imenso significado, que só ainda vislumbramos. Um dos artigos que escrevi, e publicado nesta Revista, A Página da Educação, foi “O Eclipse Perigoso da Verdade”. A edição nº 1679 de 8/5 a 14/5/2025 da Revista Visão traz um “dossier especial” (pp: 28- 37), que explicita: “Desinformação. O Poder da Mentira” e podemos ler, num trabalho assinado “por Luís Ribeiro”: “A desinformação é hoje uma grande ameaça à estabilidade das democracias. Com as legislativas à porta, analisamos as causas e as consequências das fakenews, o papel das redes sociais na sua propagação e o impacto alarmante da inteligência artificial, que esbate ainda mais a já ténue linha que distingue o facto da ficção” (cf. p.29). A investigadora Cátia Moreira de Carvalho, citada no ensaio jornalístico, afirma: “O uso de desinformação é uma forma de mobilização política e de radicalização, especialmente num ambiente digital onde a velocidade de propagação é exponencial. A desinformação cria uma perceção de “situação de emergência” ou de “luta pela sobrevivência”, o que leva os seguidores a sentirem-se justificadamente motivados a agir de forma mais agressiva e extremista”. (cf, p. 32).
No final da Reportagem, o Jornalista Luís Ribeiro faz afirmações finais, merecedoras de atenção e de reflexão. Afirma:
“E é essa a principal ideia da desinformação premeditada: caos. A desinformação não quer convencer-nos a acreditar nas mentiras. Quer provocar-nos a dúvida, enlamear o espaço informativo, corroer a nossa confiança, dificultar a distinção entre o que é verdade e mentira, até ao ponto em que, não sabendo no que e em quem acreditar, duvidamos de tudo e de todos.
O objetivo é levar-nos a não acreditar em nada.”, escreve Luís Ribeiro.
Mas do “caos” pode surgir ordem significante e um cosmos, uma ordenação. Por formação, desde menino, interiorizei que a Verdade não é um conceito, a Verdade é Jesus Cristo, que fala para o mundo e nos coloca na direção do Alto. Hoje está em afirmação o sentido de uma sociedade “Pós-secular”, que exige uma educação em valores. Há que distinguir Secularidade, de secularismo, inóspito, e agressivo, que deixa cair no relativismo e na ideologia do efémero, do fugaz, do medo, senão mesmo, fobia e pavor, da essência, do que permanece, para além das inevitáveis, e desejáveis, mudanças. Acentuo, sempre, a necessidade de equilíbrio entre mudanças, permanências e incertezas. As pessoas têm pavor aos vínculos, que comprometem e sem eles nada perdura. Ora, muitas correntes filosóficas, nas quais nem os próprios nelas acreditavam, contribuíram para esse ambiente de relativismo, facilitismo e desconfiança generalizada. Na educação, e em certas filosofias, produziram-se pseudo-discursos de gelatina, escorregadios e perigos, e o resultado está à vista. Apesar de as conhecer, nunca dei crédito aos pós-modernismo nem ao “pós-humano”. O que é isso? Matéria para filosofias de gabinete, de meros jogos sofísticos. Não precisamos de argumentos, que tiranizam e desrespeitam os árduos trabalhos da Razão e do Coração, como nos ensinam, em luz, os mestres medievais, essa Idade que só foi das trevas por oposição, na altura, ao Renascimento e o Regresso à “A Fonte Grega”, mas a outra luz e alcance com Simone Weil.
A Educação tem de formar para o caráter, em Verdade, para a Verdade, à Luz do Ser. Temos de reler os Filósofos que sempre cultivaram – e cultivam -, a Ontologia e Metafísica, no Valor e Verdade do Ser, como Heidegger, José Enes, Gustavo de Fraga, José Marinho, Daniel Hameline, entre muitas e muitas outras Figuras. Quem toda a sua Vida se alimenta da e na Verdade é uma Pessoa “Credível” e “Fiável”, essas Pessoas não (se) improvisam e são imunes às insídias das mentiras. Depois da “Dúvida Metódica”, em Descartes, no “Discurso do Método”, é Urgente Voltar ao Sentido Etimológico de Método, e Regressarmos ao Caminho, na Luz do Ser e Conhecer, em Educação.

Emanuel Oliveira Medeiros*
Professor Universitário
Universidade dos Açores

  • Texto publicado, originalmente, na Revista “A Página da Educação”, Série II, nº 225, Depósito Legal: nº 51.935/91; Registo ERC nº 116.075; ISSN 1646 – 3248. Associação Portuguesa de Imprensa. Propriedade – Propriedade – Profedições, Lda. (tiragem 1000 exemplares). pp: 94-95. Exemplar da Revista recebido no dia 08 deste mês de agosto de 2025.
  • Doutorado e Agregado em Educação, Especialidade de Filosofia da Educação
    Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores
    Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
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