A Direcção Regional do PCP/Açores (DORAA) considera que a proposta de Plano e Orçamento para 2026 apresentada pelo Governo Regional “agravará os défices estruturais que, há décadas, condicionam o desenvolvimento social e económico dos Açores”, acusando o executivo regional de manter “uma política de direita incapaz de responder às necessidades da população”.
Numa conferência de imprensa ontem realizada para dar a conhecer as conclusões da reunião daquela estrutura partidária realizada no sábado, o coordenador regional do PCP, Marco Varela, reforçou as críticas à “estratégia de privatizações feitas a qualquer preço” e que poderão colocar em causa “o interesse da região” e os “serviços públicos essenciais”.
“O Governo Regional finge assim ignorar as consequências da sua política e, ao mesmo tempo, aprofunda o agravamento das desigualdades sociais, deixando claro que não existe um compromisso real com o desenvolvimento equilibrado da Região”, acrescentou
A Direcção Regional do PCP/Açores (DORAA) alertou também para as “gravíssimas insuficiências” nas respostas sociais do Estado e da Região, desde a saúde e educação, mas “estendendo-se a quase todas as áreas da administração pública, estranguladas pela falta de meios” e “prossegue a desvalorização e o subfinanciamento da administração pública regional, espelhados na intenção de privatizar o serviço de hemodiálise do HDES [Hospital do Divino Espírito Santo] e carência de médicos em várias ilhas”, prosseguiu.
Os baixos salários, a precariedade laboral e a “fraca qualificação profissional”, foram outras das críticas expressas.
Entre outros apontamentos, afirmou que “o aumento de apenas 2% na remuneração complementar é meramente simbólico e revela a ausência de vontade política para valorizar quem trabalha e ainda mais reveladora é a manutenção dos escassos 5% de acréscimo ao salário mínimo regional, quando a realidade impunha a sua elevação para 10%, face à contínua e dramática perda de poder de compra”.
O partido denunciou, também, as “dificuldades do sector produtivo, especialmente da agricultura e das pescas”.
Em conclusão, para o PCP Açores, o Plano e Orçamento que “venha a ser aprovado pelo Governo Regional e pelos partidos que o viabilizem com voto favorável ou abstenção, constitui, mais uma vez, um documento repleto de intenções que, em grande medida, não serão executadas ou resultarão numa taxa de execução vergonhosamente baixa, incluindo no âmbito do PRR”.
A terminar, ficou o apelo aos trabalhadores a participarem na greve geral marcada para 11 de Dezembro.
