A inflação na Região Autónoma dos Açores (RAA) acelerou em novembro, com a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) a fixar-se em 2,55%, acima da referência nacional (2,21%).
Os dados definitivos foram divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) e mostram um agravamento de 0,70 pontos percentuais face ao mês anterior, quando a variação homóloga se situara em 1,85%.
Já a taxa de variação média dos últimos doze meses, terminados em novembro, aumentou para 2,19% na Região, mantendo-se, contudo, abaixo da média nacional (2,40%).
No retrato regional, as maiores subidas médias concentraram-se nas classes de “Restaurantes e hotéis” (7,27%), “Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis” (5,06%) e “Saúde” (4,17%).
Em sentido inverso, registaram variações médias negativas “Vestuário e calçado” (-1,74%), “Lazer, recreação e cultura” (-0,58%) e “Comunicações” (-0,37%).
Apesar da aceleração em termos homólogos e na média anual, o mês de novembro trouxe um sinal de arrefecimento no curto prazo: a taxa de variação mensal do IPC nos Açores foi de -0,01%, uma descida de 0,01 pontos percentuais em relação ao mês anterior. A nível nacional, a variação mensal foi mais negativa, fixando-se em -0,29%.
Na decomposição mensal, o SREA destaca a classe “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”, com 1,11%, como a que mais pressionou os preços em alta, enquanto “Restaurantes e hotéis” foi a que mais contribuiu para a descida, com -3,44%.
O Índice de Preços no Consumidor (base 2012=100) mede a evolução dos preços de um cabaz representativo do consumo das famílias, sendo que as leituras divulgadas permitem olhar para a inflação sob três ângulos: a variação média dos últimos doze meses (mais estável e menos sensível a oscilações pontuais), a variação homóloga (comparação com o mesmo mês do ano anterior) e a variação mensal (comparação entre meses consecutivos, mais exposta a efeitos sazonais).
