António Lima saudou os milhares de peticionários que se mobilizaram para travar o regresso da prática da “sorte de varas” aos Açores, depois de o secretário regional da Agricultura ter admitido esta possibilidade, há alguns meses, num fórum taurino realizado na ilha Terceira.
A “sorte de varas” é uma prática que consiste em picar o touro de forma bastante violenta, causando danos musculares e neurológicos gravíssimos.
“As palavras de um membro do governo têm de ser levadas a sério”, por isso, “tanta gente assinou a petição para evitar qualquer tentativa de voltar a permitir esta prática nos Açores”, apontou o deputado do Bloco, no debate sobre a petição “Contra o regresso
da sorte de varas aos Açores”.
Quando o secretário regional diz que “a tourada é uma escola de cidadania”, ou quando o PSD diz que “não picar o touro é o mesmo que ter o Cristiano Ronaldo a jogar num campo de futebol pelado”, isto é sinal de que é preciso mudar mentalidades, afirmou António Lima.
O deputado salientou que ainda há muito caminho a percorrer nos Açores em relação à defesa do bem-estar animal e que o Bloco não vai permitir o regresso da “sorte de varas” nem outros retrocessos no bem-estar animal nos Açores.
Chega diz que não se pode acabar com a vontade
do povo por decreto
A propósito da petição “contra o regresso da sorte de varas aos Açores”, o líder parlamentar do Chega, José Pacheco, fez questão de dizer que este é “um não assunto” já que não existe a tradição da sorte de varas na Região.
José Pacheco sublinhou que “esta questão não está a ser ponderada”, lembrando que foram “declarações mais entusiasmadas” do Secretário Regional da Agricultura durante o IV Fórum Mundial da Cultura Taurina, que decorreu em Angra do Heroísmo, que terão suscitado a petição.
“O Chega continua a achar que não interessa se concordamos ou não, mas o que está em discussão, e é isso que queremos evitar, é que se queira acabar com a vontade do Povo por decreto”, reforçando que o Chega é contra tal imposição.
