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Presidenciais 2026: Seguro vence nos Açores, mas Ventura encurta distância

António José Seguro foi o candidato mais votado na Região Autónoma dos Açores (RAA), com 30,79% e 28 714 votos, seguido de André Ventura, com 26,74% e 24 938 votos, segundo o apuramento final do portal oficial do Ministério da Administração Interna (MAI).
A diferença entre os dois primeiros foi de 3 776 votos, ou 4,05 pontos percentuais, num resultado que comparativamente com o todo nacional, encurtou, nos Açores, a diferença entre os dois candidatos que seguem para a segunda volta das eleições presidencias.
A leitura comparada com Portugal Continental e Regiões Autónomas mostra, desde logo, duas marcas açorianas: a abstenção e a maior força relativa do segundo classificado.
A participação eleitoral nos Açores fixou-se em 42,15% (97 182 votantes em 230 538 inscritos), muito abaixo dos 61,50% apurados no território nacional (5 696 638 votantes em 9 262 653 inscritos), uma diferença de 19,35 pontos.
Ao mesmo tempo, Ventura sobe nos Açores para 26,74%, acima dos 23,29% nacionais, enquanto Seguro fica ligeiramente abaixo do seu registo no país (30,79% na RAA contra 31,21% no total nacional).
A distribuição do voto pelos restantes candidatos também muda a hierarquia. Nos Açores, o terceiro lugar pertenceu a Luís Marques Mendes, com 13,81% e 12 879 votos, ultrapassando João Cotrim de Figueiredo (12,91%; 12 038 votos) e Henrique Gouveia e Melo (10,47%; 9 766 votos).
No plano nacional, porém, é Cotrim de Figueiredo quem surge em terceiro (16,01%), à frente de Gouveia e Melo (12,41%) e de Marques Mendes (11,34%), o que evidencia que, na região, o espaço do centro-direita tradicional ganhou mais expressão relativa do que no conjunto do país, enquanto o candidato liberal ficou aquém do desempenho nacional.
Outro sinal distintivo está no peso dos votos não válidos. Na RAA registaram-se 2 320 votos em branco (2,39% dos votantes) e 1 614 votos nulos (1,66%), perfazendo 3 934 boletins sem expressão válida que corresponde a 4,05% de todos os votos depositados.
No território nacional, os brancos foram 60 899 (1,07%) e os nulos 64 817 (1,14%), num total de 125 716, correspondente a 2,21% dos votantes, abaixo do verificado nos Açores. Contabilizados brancos e nulos, os Açores somaram 93 248 votos validamente expressos.

Francisco César apela à união
dos democratas na segunda volta

Em reacção aos resultados eleitorais, o presidente do PS/Açores, Francisco César, considerou que “os resultados representam uma grande vitória para o espaço da moderação” e para um projecto político assente no diálogo, na união e no respeito pelas instituições democráticas, sublinhando que “foi um bom dia para a democracia”.
Em declarações sobre o desfecho da primeira volta, Francisco César afirmou que a política deve ser exercida “não de um grupo contra o outro, mas como um esforço para unir os portugueses, trabalhar com todos e não deixar ninguém para trás”.
Para o líder socialista açoriano, o resultado alcançado impõe agora um novo ciclo político, que transcende fronteiras partidárias. “O bom dia de ontem implica que hoje tenhamos um novo começo. A partir de agora não se trata de um combate entre esquerda e direita, nem de partidos. Trata-se de um combate, na segunda volta, entre António José Seguro, que representa a decência, o respeito pelas instituições, pela Constituição, pela lei e pelo Estado de Direito, e, do outro lado, exactamente o contrário”.
Francisco César alertou que esta segunda volta não será fácil e que está em causa muito mais do que um simples resultado eleitoral. “Este é o combate da vida dos portugueses: preservar um regime político que garante a todos o direito de ter opinião e de decidir o seu futuro, contra um projecto que promove o radicalismo, o divisionismo e coloca os portugueses uns contra os outros”.
Nesse contexto, o líder dos socialistas açorianos estabeleceu um contraste claro com modelos políticos internacionais que rejeita para Portugal. “Estamos a falar de um projecto à semelhança de Donald Trump, que cria divisão, inveja e radicalismo. Não é isso que queremos para o nosso país”.
Francisco César deixou ainda um apelo explícito a todo o espaço democrático, incluindo à liderança regional do PSD. “Aquilo que um democrata como sei que é o Presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, deve fazer, é apelar ao voto no único democrata que vai às próximas eleições presidenciais”.
“O silêncio não pode ser cúmplice do radicalismo. Todos os democratas, sejam de esquerda ou de direita, devem apelar ao voto em António José Seguro. Daqui a 15 dias, precisamos de uma grande vitória em nome da democracia em Portugal”, acrescentou.
Reiterando que esta não é uma questão partidária, o Presidente do PS/Açores sublinhou: “Se fosse qualquer outro candidato democrático da direita a enfrentar André Ventura numa segunda volta, teria manifestado o meu apoio desde o primeiro dia. Podemos ter diferenças ideológicas, mas há uma linha que nos une: a defesa intransigente da democracia”.

“Toda a direita Açoriana deve-se unir em apoio a André Ventura”, afirma José Pacheco

Para José Pacheco, “independentemente das cores partidárias – que havemos de respeitar sempre – toda a direita Açoriana deve-se unir em apoio a André Ventura”.
É este o apelo do Presidente do CHEGA Açores, no rescaldo da última noite eleitoral, que garantiu a André Ventura a passagem à segunda volta das Presidenciais, conseguido nos Açores 26,74% dos votos, “tendo inclusive ficado à frente de António José Seguro em cinco concelhos da Região, nomeadamente em São Miguel”.
“Até dia 8 de Fevereiro a receita é trabalhar arduamente, como temos feito todos os dias” e consolidar André Ventura como líder da direita em Portugal. E é neste sentido que José Pacheco apela a uma união, independentemente do partido. O grande desafio é perceber se queremos mais socialismo ou se queremos a direita no mais alto cargo de influência do país”, reforçou.
“Quem é de direita, e está reticente em votar à esquerda, a solução é simples: se os altos dirigentes da direita não se quiserem unir, a população deve-se unir e mostrar esse cartão vermelho, para apoiar André Ventura. A oportunidade é esta”, incentivou José Pacheco.
O Presidente do CHEGA Açores mostrou-se “bastante satisfeito com os resultados alcançados nos Açores, mas acredita que é possível fazer mais e, para isso, basta votar em André Ventura no próximo dia 8 de Fevereiro. Continuamos a ganhar freguesias, a ter uma média de votação acima da média nacional e isso é muito bom. Ainda temos muito socialismo aqui nos Açores, mas está a acabar”, afiançou.

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