Edit Template

Trabalhadores do pessoal de terra da SATA Air Açores alertam para riscos da privatização do handling

A Comissão de Trabalhadores (CT) e os sindicatos representativos do pessoal de terra da SATA Air Açores manifestaram “profunda preocupação” com o projeto de cisão da unidade de handling apresentado este mês, reiterando o seu parecer negativo e alertando para os impactos que a medida poderá ter nos trabalhadores e na própria empresa.
Num texto conjunto, a CT e as estruturas sindicais referem que, desde o início, transmitiram oposição à cisão, por considerarem que a decisão envolve “riscos e consequências” relevantes, e lamentam o que descrevem como uma condução “pouco transparente” do processo, com recurso a estratégias que, sustentam, dificultaram o acompanhamento por parte dos representantes dos trabalhadores.
De acordo com o comunicado, em todas as reuniões realizadas com o acionista e com o conselho de administração, a CT e os sindicatos afirmam ter deixado claro que pretendiam participar ativamente e receber informação regular, para poderem comunicar aos trabalhadores os desenvolvimentos do projeto, o que dizem não ter sido viabilizado “por decisão da empresa”.
Segundo a CT e os sindicatos, a situação torna-se mais sensível porque, num “curto período de três meses”, terão agora de apresentar contributos com vista a uma eventual alienação que, indicam, poderá concretizar-se até ao final de 2026.
As estruturas representativas sublinham que têm vindo a trabalhar “de forma contínua e responsável”, promovendo contactos e análises que, defendem, visam garantir um futuro “sustentável” para os colaboradores e para a empresa.
No documento, a CT e os sindicatos consideram que a privatização de unidades de handling em regiões como os Açores é “arriscada”, podendo prejudicar a mobilidade, a coesão regional e a qualidade de serviços essenciais, defendendo que a cisão deve ser revertida para não comprometer o desenvolvimento sustentável e a segurança no arquipélago.
Para sustentar o alerta, apontam experiências “nacionais e internacionais” e referem casos em que companhias terão reavaliado modelos semelhantes por reconhecerem a importância estratégica do controlo público destas infraestruturas.
Entre os exemplos invocados, a CT e os sindicatos citam a British Airways, alegando que a alienação da unidade de handling terá sido seguida de problemas operacionais, com atrasos, greves e perda de qualidade do serviço, levando a empresa a reavaliar e reintegrar parte dos serviços. É também referido o caso da Alitalia, em Itália, onde a privatização do handling, segundo o comunicado, terá originado aumento de custos e deterioração das condições laborais, contribuindo para instabilidade operacional com impacto em trabalhadores e passageiros.
A CT e os sindicatos defendem, assim, que os Açores devem “aprender com estas experiências” e ponderar cuidadosamente os riscos antes de avançar com qualquer processo de cisão ou privatização, considerando as especificidades do arquipélago e a natureza estratégica do serviço.

Edit Template
Notícias Recentes
Palácio de Sant’Ana acolhe concertode jovem pianista Luís Martins
Trabalhadores do pessoal de terra da SATA Air Açores alertam para riscos da privatização do handling
Escola da Ribeira Grande distinguida em concurso nacional “Escola Amiga da Criança”
São Jorge torna-se a primeira área do país totalmente certificada em Bem-Estar Animal
EBI da Lagoa destaca redução de casos de bullying e reforça aposta na prevenção e cidadania
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores