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Galeria Fonseca Macedo expõe “A Ilha Como Nascente”

A Fonseca Macedo – Arte Contemporânea inaugura na próxima Sexta-feira, dia 30 de Janeiro, das 18h30 às 20h30, na sua sala de exposições, a exposição “A Ilha Como Nascente”.
Nesta exposição será possível apreciar obras magníficas de Teresa Gonçalves Lobo, uma artista madeirense que colabora com a Galeria.
Em 2004, Teresa Gonçalves Lobo era aluna do segundo ano dos cursos de pintura e de desenho, no Arco.
Diz a mesma que “nessa altura éramos incentivados a descobrirmo-nos, como artistas. Quando era possível, ia “hibernar” ao Porto Santo. Ali, comigo, com papéis, tintas, pincéis, máquina fotográfica e uma ilha só para mim. Desenhei compulsivamente. Pintei compulsivamente. Fotografei compulsivamente. E renasci. Depois daqueles dias nada poderia voltar a ser igual”.
Alguns meses depois, “surgiu a oportunidade de expor na recém inaugurada Sala de Exposições do Centro de Congressos do Porto Santo. Embora sem pressa, fazia todo o sentido dar aquele primeiro passo naquela ilha. Durante 15 dias, em Setembro, visitaram a exposição Presenças, cerca de 3000 pessoas. Recordo bons encontros, alguns deles ficaram para a vida. Foi o caso da Fátima e do António. Conversámos e no final adquiriram quatro trabalhos. Um desenho a tinta da china, uma pintura a óleo, uma aguarela e uma fotografia. Lembro-me perfeitamente do comentário: “vamos ver daqui a uns anos qual destes registos será predominante”.
Este e outros encontros foram importantes para quem, como eu, estava a começar. Tratava-se de uma descoberta recente. Ao longo dos anos a Fonseca Macedo foi acompanhando o meu percurso e diversas vezes encontrámo-nos em Lisboa. Há uns meses, estava no Porto Santo, num dos meus lugares mágicos, num momento meditativo. O telefone tocou. Era a Fátima a convidar-me para expor na sua galeria. Linda coincidência. Tinha de ser logo ali. Fiquei imensamente feliz. Passados 22 anos, venho realizar a minha 27ª exposição individual, em Ponta Delgada. O percurso tem sido muito exigente.
Coerência, resiliência, sacrifício são requisitos essenciais. Remar contra a maré não é tarefa fácil. Nas palavras de Mark Rothko, “ser artista é um sacrifício consciente”. O percurso tem sido igualmente gratificante. Tem-me levado a outros pontos e formas de ver e sentir a arte. Conto alguns sonhos realizados mesmo antes de os ter sonhado. Acima de tudo sinto-me grata. A arte convida-nos ao silêncio e à reflexão. Dá-nos um maior entendimento de nós próprios e do mundo. Hoje, não vivo sem o meu desenho e a minha pintura. Dou à luz e renasço ao criar Palavras de Teresa Gonçalves Loco, que mais que um currículo, apresenta-se através de uma sucinta autobiografia.

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