Edit Template

Na sua maioria vítimas de violência doméstica: APAV apoiou 367 vítimas nos Açores em 2025, mais 6,1% do que em 2024

Em 2025, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou directamente 18.549 vítimas, num total de 111.854 atendimentos, juntando um total de 35.341 crimes e outras formas de violência registadas.
De entre este total, 367 das vítimas apoiadas, foram registadas na Região Autónoma dos Açores, o que significa um aumento de 6,1%, comparativamente ao ano de 2024.
Os dados apresentados pela APAV surgem no âmbito do Dia Europeu da Vítima de Crime, que se assinala no dia 22 de Fevereiro. Os dados estatísticos nacionais disponibilizados são alusivos aos processos de apoio desenvolvidos presencialmente, por telefone e por e-mail ao longo do último ano.
Em comparação com o ano de 2024, os números assinalados mostram um aumento de 11,5% no número de vítimas apoiadas, de 5,8% nos atendimentos realizados e de 13,1% do aumento de crimes registados, constatando-se que desde 2020, verificou-se um aumento de 41,7% no número de vítimas apoiadas.
De acordo com a APAV, ao longo do ano de 2025, a associação apoiou em média 357 vítimas por semana. Entre estas, 199 eram mulheres adultas, 39 eram pessoas idosas, 76 crianças e 43 homens adultos. Do apoio prestado, 57% das vítimas formalizaram uma denúncia às autoridades judiciais ou judiciárias.
Relativamente ao tipo de crimes e outras situações de violência registados, a maior incidência continua a ser o crime de violência doméstica.
Dos 35.300 crimes registados, 26.124 destes são denúncias por violência doméstica, o que representa 73,9% dos crimes. Seguindo-se os crimes de partilha online de conteúdo de abuso sexual de menores, com 1076 casos; 889 ofensas à integridade física; 864 casos de abuso sexual de crianças; 856 casos de ameaça/coacção; 662 casos de difamação/injúria; 576 casos de discriminação e incitamento ao ódio e à violência; 539 crimes de Burla; 239 casos de perseguição (stalking) e 232 crimes de violação contra pessoas adultas.
Por norma, o perfil geral das vítimas apoiadas pela APAV é maioritariamente do sexo feminino (75,5%), com idade média de 37 anos e na maioria dos casos existe uma relação de proximidade entre a vítima e o agressor, nomeadamente cônjuge (14,6%) ou mãe/pai (13%).
Porém, analisado os vários grupos regista-se igualmente vítimas idosas, que são maioritariamente do sexo feminino (75,7%), com a idade média de 76 anos, sendo o seu agressor o filho/a (35,1%) ou o cônjuge (22,3%). Este grupo procura apoio essencialmente pelo crime de violência doméstica (81,2%).
Quanto aos mais jovens, os números apresentam que a vítima por norma é do sexo feminino (58,1%), com a idade média de 10 anos, sendo o seu agressor pai/mãe (42,6%) ou o padrasto/madrasta (7,7%), sendo na sua maioria vítimas de violência doméstica (60,4%) ou de conteúdo de abuso sexual de menores (14,5%).
No ano de 2025 foi também prestado apoio a homens adultos, cuja idade média da vítima é de 48 anos, e na qual os crimes de violência doméstica (65,5%) ou ofensas à integridade física (6,9%) foram praticados ou pelo cônjuge (12,7%); ou pelo filho/a (9,7%).
No que respeita às mulheres adultas, as vítimas têm idade média de 45 anos, sendo os crimes de violência doméstica (85,8%) ou ameaça/coacção (2,4%), cometidos pelo cônjuge (20%) ou ex-companheiro/a (14,2%).
A maioria destes crimes (49.6%) ocorreram na residência comum, 14,4% na residência da vítima e 9,6% em via pública.

Edit Template
Notícias Recentes
Paulo Estêvão presidiu à abertura de Curso de Português Línguade Acolhimento
IL apresenta proposta na República para “reforçar eficácia e justiça” do sistema
Apresentado o cartaz da 37ª Semana Cultural das Velas
PSD reforça a importância de investimento na remodelação da Aerogare de São Jorge
PDLPT quer mais reforço policial e a criação do Mercado Urbano de Artesãos
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores