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SOS-Imigração

“Os estudos dizem que até 2040, os Açores terão
de aumentar a sua população, pelo menos, em 30% para poderem ser rentáveis social e economicamente.”

Numa terra de enorme emigração como os Açores, torna-se irónico apelar com urgência a uma maior imigração. Mas são o sinal dos tempos e o rescaldo de, por um lado o envelhecimento da população e por outro o despovoamento acelerado das Ilhas Açoreanas.
Agora temos a enorme necessidade de mão-de-obra em várias áreas e o permanente escape dos mais jovens para outras paragens.
A imigração torna-se na necessidade premente que temos lidar o mais rapidamente possível.
Outros países o fazem há muitos anos e os açorianos são prova disso mesmo. Basta copiar os bons exemplos que nos indicam.
Aceitar imigrantes, mas com condições. Fornecer-lhes obrigatoriamente cursos de emersão de português primário à sua chegada. Diariamente e durante períodos estabelecidos pela tutela, que podem ir até aos quatro meses, ajudados monetariamente.Tal como se apoia os atuais 6% da população com o RSI – Rendimento Social de Inserção, grande parte deles em casa sem quererem sair para trabalhar.
De seguida, temos a problemática dos transportes terrestres que são péssimos neste momento nalgumas das maiores Ilhas açorianas. Aos imigrantes recém-chegados e durante um período de um ano, teriam acesso ao transporte público gratuito.
É lógico que todo aquele ou aquela que vem trabalhar para os Açores, terá que contribuir para a Segurança Social, como qualquer cidadão local, bem como todos os impostos inerentes. Terão acesso ao SRS, porque a sua saúde é igual à nossa.
Na página da Direção Regional das Comunidades lê-se o seguinte:
«O arquipélago dos Açores, historicamente ligado ao fenómeno das migrações e aos seus fluxos, é hoje em dia o lar de milhares de cidadãos estrangeiros de diferentes origens e proveniências, que escolheram estas ilhas como o local ideal para aqui se estabelecerem e concretizarem os seus propósitos de vida familiar e profissional.
Esta realidade permite à região assumir-se como cenário privilegiado de uma diversidade cultural variada, que contribui para o desenvolvimento e enriquecimento da sua sociedade em diversas áreas e a diferentes níveis.
Segundo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), residem na Região Autónoma dos Açores aproximadamente 4500 cidadãos estrangeiros, de cerca de 100 nacionalidades, distribuídos pelos 19 concelhos, das nove ilhas do arquipélago.
Ciente e conhecedor desta atualidade, o Governo dos Açores promove e disponibiliza, através da Direção Regional das Comunidades e em parceria com várias instituições sociais públicas e privadas, numerosas iniciativas e soluções que contribuem de forma decisiva para uma integração plena e eficaz destes cidadãos.»
Bem sabemos que o controlo dos fluxos migratórios é da alçada do governo da república. Mas a necessidade é igualmente nacional e não será difícil, dada a paridade partidária, conversar com o governo central desta urgência insular e conseguir que venham mais imigrantes para o Arquipélago.
Uma eficaz integração fará o seu percurso normal. Os apoios à imigração, bem como o acompanhamento nos primeiros passos, dará frutos no espaço de uma década.
Muitos vão optar por se radicar nas Ilhas – o que já acontece em muitos casos – terão descendência e viverão felizes para sempre…
É urgente termos a coragem de trazer mais imigrantes para os Açores. A médio-longo prazo, será mesmo uma questão de sobrevivência populacional açoriana.Os estudos dizem que até 2040, os Açores terão de aumentar a sua população, pelo menos, em 30%, para poderem ser rentáveis social e economicamente. Cabe à presente geração começar afincadamente este nobre trabalho.

José Soares*

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