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Preço das habitações sobe 13,6% nos Açores atingindo os 1.316 euros por metro quadrado no primeiro trimestre do ano

O preço mediano de venda de habitação na Região Autónoma dos Açores atingiu os 1.316 euros por metro quadrado no primeiro trimestre de 2025, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este valor representa um aumento de 13,6% face ao mesmo período do ano anterior, evidenciando uma aceleração do mercado imobiliário na Região. Apesar desta subida, os Açores mantêm-se entre as regiões do país com os preços mais acessíveis, ficando aquém da média nacional, que se fixou em 1.951 euros/m2.
O crescimento dos preços no arquipélago insere-se numa tendência nacional generalizada: todas as 26 sub-regiões NUTS III registaram aumentos no valor mediano da habitação, com destaque para o Alto Alentejo, onde a variação homóloga foi de +51,6%.
A Região Autónoma dos Açores situou-se, em termos de preço absoluto, no 15.º lugar entre as 26 sub-regiões, superando o valor de venda registado em zonas como a Beira Baixa (730 €/m2) e o Alto Alentejo (764 €/m2), mas muito distante da Grande Lisboa (3 183 €/m2) ou do Algarve (2 929 €/m2).
Os dados agora revelados pelo INE incluem apenas as transacções de alojamentos familiares com área igual ou superior a 20 m2, sendo a informação extraída da ligação entre as bases de dados do IMT e do IMI, sob protocolo entre a Autoridade Tributária e o INE.
A nível nacional, registaram-se no primeiro trimestre de 2025 mais de 40 mil transacções de alojamentos, refletindo um crescimento de 24,9% face ao mesmo trimestre do ano anterior.
A procura habitacional continua a ser fortemente influenciada pelo perfil dos compradores: no país, o preço mediano das habitações adquiridas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro (2 573 €/m2) foi 33,2% superior ao das compradas por residentes nacionais (1 931 €/m2).
A subida nos Açores representa um ritmo de valorização superior ao registado em sub-regiões como as Beiras e Serra da Estrela (+4,5%) ou o Alentejo Central (+7,5%), demonstrando um dinamismo crescente no mercado Regional. Este movimento poderá estar associado à pressão turística em determinadas ilhas e a um reforço da atractividade da região como destino de investimento.

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