Em reunião com os deputados do Chega-Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, os pescadores alertaram que o horário actual não serve os interesses dos pescadores que são obrigados a descarregar o pescado na Lagoa ou em Vila Franca do Campo, com todos os gastos – de tempo e de combustível – e transtornos que isso provoca.
Conforme citada e, comunicado do Chega-Açores, a deputada Olivéria Santos considera que “os homens do mar que não conseguem trabalhar, estão insatisfeitos e revoltados. Num porto com esta dimensão temos apenas um funcionário da lota e com horário reduzido que não está adequado às reais necessidades dos pescadores, enquanto no porto da Lagoa, a lota tem dois funcionários todos os dias. Os pescadores descarregarem o peixe noutra lota acarreta outras despesas, e, muitas vezes, a quantidade de peixe que trazem nem compensa irem entregar noutra lota. Vão para o mar, chegam cansados e ainda têm de andar no mar mais tempo para descarregar o peixe”.
Para a parlamentar a empresa pública que gere as lotas dos Açores não está a servir bem os pescadores nem os açorianos. Olivéria Santos lembra que o serviço prestado pela lota é pago pelos próprios pescadores, por isso defende a privatização da gestão das lotas, até porque, refere, “tendo um bom serviço, os pescadores não se importariam de pagar, tal como já pagam à Lotaçor, para serem mais bem servidos. Penso que os pescadores aceitariam melhor um serviço privado com todas as condições, do que este descalabro que temos actualmente”, lê-se no referido documento.
Olivéria Santos conclui que “parece que o Governo quer acabar com a pesca. São as reservas marinhas, são os horários das lotas que não são compatíveis com os horários dos pescadores, é o peixe que não é valorizado. Há pescadores que estão a sair da pesca, outros estão a vender os seus barcos. Não é isso que o Chega defende”, garante a parlamentar, no comunicado.