André Ventura vai às presidenciais. O difícil é pensar aonde não vai Ventura. Vai a todas. Mas não ganha. Os outros é que perdem e continuam a prostituir a Democracia, com a falta de transparência, os trambolhos, as leis atabalhoadas feitas a jeito, as corrupções premiadas, as listas eleitorais impregnadas de incompetência, as pensões vitalícias escondidas ao Povo que paga. Aliás, o Povo paga todas as malfeitas da elite cooperativa política. Os conluios partidários entre o exagero de 230 ordenados, que nunca se esquecem de que primeiro estão eles, em segundo lugar estão eles e só por último é que estão apenas eles (e elas).
Mas não esquecer os casos açorianos e madeirenses. É o mesmo pelo retângulo e insulas.
Há cinco anos apenas, Ventura estava só no parlamento; Hoje, a nuvem cresceu e 60 parlamentares acompanham Ventura. No início, os comentadores partidários televisivos, como Sérgio Sousa Pinto ou João Soares, Miguel Relvas, ou mesmo o comunista João Ferreira, bem como as meninas do Bloco de Esquerda, cujo nome estou proibido de pronunciar, todos eles e elas recusavam dizer o nome do partido Chega. Este era para todos os outros partidos, uma formação fascista, populista, misógina e racista enfim, tudo o que havia de ruim para chamar. Até disseram que a Constituição não devia permitir a existência do Chega. Como se a diferença entre o Chega e o Partido Comunista fosse muita. Ambos estão nas extremas da tolerância nos mais variados assuntos.
Uma coisa é certa: O Chega existe, porque se alimenta do descontentamento do Povo, como os comunistas existiram no princípio apoiados pelas massas descontentes pela falta de tudo. Os comunistas nunca lutaram pela Liberdade, embora tivessem estragado esta palavra de tanto a usar. Era a sua isca ideológica. E no entanto, a tolerância democrática e livre deixou que eles existissem em democracia – apesar das várias tentativas comunistas de tomar o poder pela força e dos atentados para provocar o medo. A Liberdade acabou por vencer.
No caso do partido Chega, a sua ascensão deve-se à incompetência, à luxúria desbravada, ao egoísmo político, ao baixo nível das instituições com a degradação do debate político e todo um rosário de ações mal encaminhadas pelo sistema atual. Principalmente à enorme falta de transparência por parte dos políticos, apoiados muitas vezes pela comunicação social, esta comandada por velhos políticos que nunca deixaram de ter pretensões de influência na vida nacional.
O partido Chega existe como protesto, cada vez maior, de tudo isto e mais, que esta página não chegaria para descrever. Isto é uma pescadinha de rabo na boca com a única saída para os extremos. Como já tentaram o extremo comunista, noutros tempos e contextos, agora copia-se o que vai pelo mundo fora. A globalização deste erradamente chamado «populismo» está cada vez mais à vista. Claro que é uma situação perigosa. Todos os extremos o são.
O apodrecido sistema existente, que manipulou e prostituiu a Democracia, foi fomentado pela atual incapacidade política, em ambições desmedidas.
Na continuidade de demonstração do descontentamento popular, Ventura é bem capaz de ganhar as presidenciais. Ou ele ou o almirante. Os restantes candidatos, são dignos representantes de tudo do que acima se descreve. Mais do mesmo. Candidatos para mais uma aliciante pensão vitalícia.
E o polvo que decida…!
José Soares