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Ponta Delgada entre as cidades com maior aumento de casas para arrendar, mas oferta cai na ilha de São Miguel

O número de casas disponíveis para arrendar em Ponta Delgada aumentou 33% no último trimestre de 2025, face ao mesmo período do ano anterior, segundo uma análise do idealista. A capital açoriana figura entre as cidades do país com a maior subida do stock de habitação para arrendar, apenas superada por Coimbra (47%), Aveiro (45%) e Vila Real (32%).
No entanto, a tendência observada na cidade contrasta com a realidade da ilha de São Miguel, onde o número total de habitações disponíveis para arrendamento desceu 27% durante o mesmo período. A diferença reflete uma assimetria no mercado de arrendamento regional, com Ponta Delgada a concentrar a maior parte da oferta existente.
A análise do idealista indica que, em termos nacionais, o stock de habitação disponível para arrendar em Portugal cresceu 11% no final de 2025, face ao ano anterior. O aumento ocorre num contexto de ligeira descida das rendas médias e de mudanças fiscais favoráveis aos proprietários, nomeadamente a redução da taxa de IRS sobre rendimentos prediais, que deverá baixar de 25% para 10%, conforme previsto no pacote fiscal do Governo recentemente aprovado em sede de especialidade parlamentar.
No total, 14 das 17 cidades analisadas registaram crescimento na oferta de arrendamento. Entre os aumentos mais expressivos, destacam-se Coimbra (+47%), Aveiro (+45%), Ponta Delgada (+33%), Faro (+24%) e Lisboa (+11%). Já as descidas concentraram-se no Funchal (-14%), Santarém (-6%) e Évora (-2%).
Apesar do aparente crescimento urbano, a análise mostra que a maioria dos distritos e ilhas do país continua a perder oferta habitacional, com quebras expressivas em regiões como a Guarda (-35%), Aveiro (-27%) e São Miguel (-27%). Apenas a Madeira (+13%) e Évora (+3%) registaram aumentos no stock de arrendamento a nível distrital e insular.
De acordo com o idealista, o comportamento misto entre cidades e regiões “reflete dinâmicas locais distintas” — com os centros urbanos a apresentar alguma recuperação da oferta, enquanto o interior e as ilhas continuam a enfrentar escassez de habitação disponível para arrendar.

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