José Manuel Bolieiro destaca sucesso do PRR e aponta 2027 como nova etapa de desenvolvimento

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, concluiu esta semana, no Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, o processo de audição dos partidos políticos e parceiros sociais sobre a anteproposta do Plano e Orçamento Regional para 2027, que este ano incluiu também uma apreciação à execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). No final das audições, o líder do executivo açoriano destacou a “importância do diálogo” com os diferentes sectores da sociedade açoriana na preparação dos documentos que vão orientar a acção governativa no próximo ano. “Governar é também ouvir, dialogar e procurar, nas diferentes perspectivas da sociedade açoriana, contributos para tomar as melhores decisões para o futuro dos Açores”, afirmou, sublinhando que este exercício de auscultação contribui para a estabilidade política e social necessária à concretização dos objectivos de desenvolvimento da Região. José Manuel Bolieiro garantiu que o Plano e Orçamento para 2027 renovará o compromisso do executivo com os açorianos e com as nove ilhas, assegurando a continuidade de medidas com impacto directo no rendimento e no bem-estar das famílias. “Manteremos a máxima redução fiscal permitida, a Tarifa Açores, a gratuitidade das creches, o programa Novos Idosos e outras medidas que, como estas, ajudam os açorianos a fazer face ao custo de vida”, declarou. O Presidente do Governo salientou ainda que o Orçamento para 2027 terá uma importância particular por ser o primeiro elaborado após a conclusão do PRR, classificando-o como “um importante e exigente desafio”. Neste contexto, José Manuel Bolieiro destacou o cumprimento dos 39 marcos e metas do PRR com os quais os Açores estavam comprometidos e um investimento global de 918 milhões de euros na Região, mais 221 milhões de euros do que a previsão inicial. “A execução do PRR Açores foi um enorme sucesso. A nossa credibilidade saiu reforçada e já fomos reconhecidos por isso. Fomos de confiança. Merecemos confiança”, afirmou. Os investimentos realizados ao abrigo do PRR chegaram a todas as ilhas e abrangeram áreas como a saúde, a inclusão social, a habitação, a energia, o apoio ao tecido empresarial, a ciência e conhecimento, a economia do mar, a agricultura, as pescas, a qualificação dos recursos humanos e a digitalização dos serviços públicos. Para o Presidente do Governo dos Açores, o PRR permitiu não apenas dinamizar a actividade económica no curto prazo, mas também criar condições para reforçar a capacidade produtiva, a produtividade, a autonomia energética e a coesão social da Região nos próximos anos. “Cumprimos o PRR. Agora, é tempo de transformar esse investimento em mais desenvolvimento, mais oportunidades e melhores condições de vida para todos os açorianos. É esse o compromisso que levamos para 2027”, concluiu José Manuel Bolieiro.

Governo aprova criação do primeiro mecanismo de compensação para a pesca comercial no Parque Marinho dos Açores

O Conselho do Governo dos Açores aprovou um conjunto de medidas com destaque para o apoio ao sector das pescas, a agricultura, a Universidade dos Açores, a gestão dos recursos hídricos e a inovação empresarial. Entre as decisões está a criação de um Mecanismo de Compensação para a Pesca Comercial no Parque Marinho dos Açores (PMA), por perdas de rendimentos, no montante de 6.547.934,00€. Segundo comunicado do executivo a implementação do Parque Marinho dos Açores (PMA), bem como a consequente conservação e valorização do capital natural da Região, “constituem um investimento estratégico de longo prazo, gerador de benefícios ambientais, sociais e económicos para as comunidades locais, para os visitantes e para os diversos sectores que dependem do meio marinho.” Como tal e como forma de mitigar os impactos socioeconómicos decorrentes das referidas restrições de acesso, “o Governo Regional dos Açores cria o «Mecanismo de Compensação para a Pesca Comercial no PMA», destinado aos proprietários ou armadores das embarcações de pesca comercial que exerçam a sua actividade na área do PMA, com uma dotação global de 6.547.934,00 € (seis milhões, quinhentos e quarenta e sete mil, novecentos e trinta e quatro euros), repartida pelos anos económicos de 2026, 2027 e 2028.” O Governo aprovou também a regulamentação da concessão dos apoios previstos na Resolução do Conselho do Governo n.º 113-A/2026 de 31 de Agosto de 2026, que “autoriza a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação a conceder apoios financeiros, com carácter excepcional e temporário, por forma a mitigar os efeitos da crise resultante do conflito no Médio Oriente nos custos dos factores de produção, nomeadamente nos custos dos combustíveis e dos fertilizantes, no 2.º trimestre de 2026, e regulamenta a concessão dos referidos apoios e têm um limite orçamental de 3.000.000,00 € (três milhões de euros).” Foi ainda autorizada a celebração de um contrato-programa com a Universidade dos Açores, no valor de 950 mil euros para o ano de 2026, para comparticipar despesas de organização, funcionamento e desenvolvimento tripolar da instituição. Na área ambiental, o executivo autorizou um concurso público internacional para a aquisição de serviços de maquinaria destinada à requalificação de cursos de água na Região Autónoma dos Açores entre 2027 e 2029. A contratação pretende reforçar a capacidade operacional da Direcção Regional do Ambiente e Acção Climática na “execução de intervenções de gestão dos recursos hídricos, de prevenção e mitigação dos riscos de inundação e cheias, contribuindo para a resiliência dos territórios face a fenómenos meteorológicos extremos.” O Conselho do Governo aprovou igualmente uma resolução para assinalar, a 8 de Setembro de 2026, o 50.º aniversário da tomada de posse do I Governo Regional dos Açores, prestando homenagem ao seu presidente, João Bosco Soares da Mota Amaral, e aos restantes membros daquele executivo, “reconhecendo o seu contributo histórico para a implantação, consolidação e desenvolvimento da Autonomia político-administrativa dos Açores.” Entre as restantes decisões, destaca-se a atribuição até 400 mil euros ao TERINOV, através de contrato-programa entre a Região Autónoma dos Açores e a Associação PCTTER – Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira, para o ano de 2026 para o “cumprimento da sua missão e objectivos, através do apoio a despesas de gestão, coordenação e realização das suas actividades, entre as quais, as promotoras do reforço da colaboração e ligação com a comunidade científica e empresarial, actividades de investigação e desenvolvimento (I&D) e inovação em contexto empresarial, dinamização e acompanhamento da criação e/ou desenvolvimento de empresas e fomento da transferência de conhecimento, da inovação e empreendedorismo.” Foi também elevado para 200 mil euros o limite máximo orçamental dos apoios financeiros a conceder, no ano de 2026 pela Presidência do Governo Regional, a “entidades públicas e privadas, destinados a apoiar acções e projectos de carácter social, económico, cultural, desportivo e religioso, que visem a salvaguarda das tradições, usos e costumes, o património regional ou a promoção da Região Autónoma dos Açores.” Por fim, foram aprovadas decisões que autorizam a contratação serviços de comunicações de voz, dados e comunicações móveis para a Administração Pública Regional bem como a aprovação da resolução que cessa a decisão de contratar relativa à abertura de um concurso público, com publicidade internacional, para a celebração de um contrato de aquisição de serviços de produção de cartografia topográfica vetorial.

Vencedores do i9.Açores em Missão de Empreendedorismo em Madrid

Os alunos açorianos vencedores da edição deste ano do i9.Açores – Academia Jovem de Ideias Inovadora, que decorreu em Maio, na Graciosa, estão a participar até ao próximo Sábado, dia 12 de Setembro, numa Missão de Empreendedorismo em Madrid, Espanha. Durante esta Missão, promovida e financiada pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direcção Regional da Juventude, mais de uma dezena de jovens e professores estão a ter a oportunidade de viver uma experiência de aprendizagem e descoberta, através do contacto com entidades, empreendedores e projectos de referência nas áreas do empreendedorismo, inovação e criativa. Entre as entidades a visitar estão, por exemplo, a IE University – IE Tower e o PATIO Campus, Hub de Inovação e Sustentabilidade na capital espanhola A Missão integra, ainda, uma componente cultural, no âmbito da qual os participantes experienciam um roteiro pela cidade de Madrid, através da visita a alguns dos seus principais locais turísticos, museus e espaços de referência, como o Museu das Ilusões, o Parque Warner, a Gran Vía e o Parque del Retiro. Participam este ano na Missão de Empreendedorismo 13 alunos e respectivos professores, representando as diferentes categorias de ensino a concurso no i9.Açores. Do 2.º ciclo participam Sofia Sousa e Miguel Lima, acompanhados pela professora Guida Medeiros, da EBI de Capelas. A equipa venceu esta categoria com o projecto “Eco Moldar”. Do 3.º ciclo participa Íris Olaio, acompanhada pela professora Cristina Fraga, da EBS da Graciosa. A aluna foi distinguida com o projecto “Biopalha: Cogumelos Sustentáveis”. Do ensino secundário participam Rafaela Leal e Íris Câmara, acompanhadas pela professora Patrícia Resende, da EBS das Flores. A equipa venceu esta categoria com o projeto “Mar & Patas”. Do ensino universitário participam Samuel Gonçalves e Miguel Santos, estudantes da Universidade de Lisboa e da Universidade do Porto, vencedores com o projecto “Bio Spark”. O i9.Açores é o concurso regional de ideias inovadoras que decorre anualmente e representa o culminar da Academia Empreendedora – Escola de Líderes, um programa de educação para o empreendedorismo as crianças e jovens açorianos, percorrendo todos os ciclos de Ensino, incluindo Ensino Profissional e Ensino Superior e IPSS.

Federação Agrícola dos Açores quer que o apoio ao gasóleo agrícola anunciado pela República contemple também o arquipélago

A Federação Agrícola dos Açores (FAA), informou em nota de imprensa, que pretende que o apoio de 10 cêntimos por litro ao gasóleo agrícola, anunciado pelo Governo da República para vigorar até ao final de 2026, seja assegurado também aos agricultores dos Açores, para que não se repitam erros do passado e os agricultores da Região não fiquem uma vez mais sem uma resposta equivalente à que é dada no continente. O Governo da República anunciou, a 9 de Setembro, o prolongamento do apoio extraordinário ao gasóleo agrícola, no valor de 10 cêntimos por litro, até ao final de 2026, na sequência das medidas adoptadas para responder ao aumento dos preços dos combustíveis. Refira-se que, na Região, o gasóleo agrícola aumentou 48,2 cêntimos por litro desde o início do ano. “A expectativa da FAA é que esta ajuda seja também estendida aos agricultores dos Açores, à semelhança dos três milhões de euros destinados aos combustíveis e fertilizantes, e que o Governo Regional agilize a parte burocrática para que estes apoios possam chegar rapidamente aos agricultores”, afirma Jorge Rita, presidente da FAA. A FAA considera ainda que o apoio anunciado pela República é insuficiente quando comparado com as medidas adoptadas em Espanha, o que coloca os agricultores portugueses numa posição de menor competitividade. “Estamos, neste momento, na expectativa de saber como essas ajudas serão operacionalizadas e que soluções tem o Governo Regional para ajudar os agricultores açorianos, como tem sido feito em outros países da Europa”, acrescenta Jorge Rita. A FAA pretende, por isso, reunir com o Governo Regional para conhecer que medidas estão a ser preparadas para responder à descida do preço do leite e da carne, ao aumento do preço do gasóleo agrícola e dos restantes custos dos factores de produção.

Governo diz não ter recusado curso de Mecatrónica Automóvel na Praia da Vitória e contabiliza 207 novos cursos profissionais

O Governo dos Açores afirma não existir, desde o ano lectivo de 2021/2022, qualquer registo de proposta ou pedido apresentado pela Escola Profissional da Praia da Vitória para a abertura de um curso profissional de Técnico/a de Mecatrónica Automóvel, contrariando a informação que esteve na origem de um requerimento do Chega, segundo o qual essa pretensão teria sido recusada com o argumento de que já existiria um curso idêntico noutra ilha. Na mesma resposta parlamentar, o Executivo revela que, entre os anos lectivos de 2021/2022 e 2025/2026, as Escolas Profissionais dos Açores iniciaram um total de 207 novos cursos profissionais de nível 4. O esclarecimento consta de uma resposta do Governo Regional, datada de 8 de Setembro, a um requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do Chega, sobre a “qualidade, critérios de abertura e adequação ao mercado dos cursos profissionais na Região Autónoma dos Açores”. No documento, o partido questionava, entre outras matérias, os critérios utilizados para autorizar novos cursos, as condições técnicas das escolas, a empregabilidade dos diplomados e a articulação da oferta formativa com as necessidades das empresas. Um dos casos concretamente levantados pelo Chega dizia respeito à Escola Profissional da Praia da Vitória. O partido referia ter recolhido informação segundo a qual teria sido ponderada a abertura de um curso na área da mecânica automóvel, mas que a pretensão teria sido anteriormente recusada, alegadamente devido à existência de um curso idêntico noutra ilha. O Governo responde, porém, que os serviços da Direcção Regional de Qualificação Profissional e Emprego (DRQPE) “não identificaram qualquer registo, proposta ou pedido” da Escola Profissional da Praia da Vitória para a abertura do curso de Técnico/a de Mecatrónica Automóvel desde 2021/2022. Por essa razão, acrescenta, “não existe qualquer decisão de recusa”, nem fundamentação ou ponderação sobre a eventual existência de um curso idêntico noutra ilha. Na resposta, o Executivo adianta que, no ano lectivo de 2025/2026, estavam a decorrer três cursos profissionais de Técnico/a de Mecatrónica Automóvel na Escola Profissional da Ilha de São Jorge, para os quais foram aprovadas, no total, 67 vagas. Esses cursos registaram uma taxa de ocupação inicial de 100% e apresentavam, à data da resposta, uma taxa de ocupação de 92,5%. O Centro de Qualificação dos Açores (CQA) iniciou ainda, no mesmo ano formativo, dois cursos de nível 4 DUAL.Açores de Técnico/a de Mecatrónica Automóvel. O Executivo sustenta que a aprovação da oferta não depende apenas das propostas das escolas. As escolas profissionais têm de fundamentar a oferta e apresentar um diagnóstico de necessidades, que é analisado pelos serviços competentes. A decisão considera igualmente estudos do Observatório do Emprego e Qualificação Profissional, a procura potencial por parte dos jovens, o histórico da oferta, as condições de execução da entidade formadora e a coerência sectorial e territorial. A auscultação das empresas e dos jovens é feita através destes estudos e de trabalhos promovidos pelas próprias escolas junto de empresas, câmaras do comércio, associações empresariais e outras entidades representativas. O Governo ressalva, contudo, que estes elementos têm natureza “informativa e consultiva” e não constituem um diagnóstico autónomo e exaustivo para cada profissão ou qualificação. Quanto às condições materiais e técnicas, a resposta indica que, no processo de autorização, são apreciados os recursos humanos, as instalações, os equipamentos e os meios destinados a assegurar a componente tecnológica e a Formação em Contexto de Trabalho. O Governo esclarece também que a componente prática não obriga a escola a ser proprietária de todos os espaços e equipamentos, podendo recorrer a meios próprios, cedidos ou utilizados através de protocolos com entidades externas, além da formação realizada em contexto de trabalho, desde que sejam cumpridos os referenciais e planos de formação aplicáveis. Quando as condições necessárias não estejam demonstradas, a entidade formadora certificada pode não obter autorização para abrir o curso. O Chega tinha referido no seu requerimento relatos de cursos ligados à produção animal ou pecuária que funcionariam em escolas sem explorações ou instalações adequadas e de cursos de cozinha e restauração sem oficinas equipadas. O Governo, na resposta, explica que os serviços fazem acompanhamento pedagógico e administrativo das escolas profissionais, incluindo a verificação das condições de funcionamento, dos procedimentos pedagógicos, das equipas formativas e da Formação em Contexto de Trabalho. São também realizadas visitas às entidades para detectar dificuldades e apresentar orientações técnicas. Entre os problemas já identificados, o Executivo refere constrangimentos no recrutamento de formadores, na constituição de algumas turmas, na colocação de formandos em Formação em Contexto de Trabalho em determinadas áreas e na aplicação de procedimentos pedagógicos e administrativos. O Governo garante ainda que, nos últimos cinco anos, nenhum curso profissional foi encerrado, suspenso ou reestruturado com fundamento na falta de condições técnicas, materiais ou pedagógicas. As operações apoiadas por fundos europeus estão, por seu lado, sujeitas a mecanismos de acompanhamento e verificação administrativa e no local previstos no respectivo financiamento e nos avisos do Açores 2030. Na resposta parlamentar, o Executivo refere igualmente um investimento de 2,5 milhões de euros, através do Plano de Recuperação e Resiliência, na modernização dos equipamentos de apoio à formação prática e na criação de ambientes de aprendizagem nas Escolas Profissionais. Acrescenta que está em execução o projecto OVER-SEES, que envolve os Açores, a Região Oeste da Irlanda, as Ilhas do Egeu, na Grécia, e a Sicília, em Itália, para a criação de um Centro Vocacional de Excelência. Está também prevista, ainda em 2026, a constituição da Comissão Consultiva para a Qualificação Profissional dos Açores, destinada a funcionar como órgão consultivo do Governo Regional nesta matéria.

Capa

Edição de de 11 de Setembro de 2026

Prisão preventiva para suspeitos do crime de tráfico de estupefacientes no Pico da Pedra

O Comando Regional da Polícia de Segurança Pública dos Açores, através da Brigada de Investigação Criminal da Esquadra de Rabo de Peixe, da Divisão Policial de Ponta Delgada, deteve, no dia 8 de Setembro, dois homens, de 30 e 42 anos, na freguesia do Pico da Pedra, no concelho da Ribeira Grande, sob suspeita do crime de tráfico de estupefacientes. No âmbito de uma investigação conduzida pela Brigada de Investigação Criminal da Esquadra de Rabo de Peixe, e com o apoio da estrutura de Investigação Criminal, das Equipas de Intervenção Rápida da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial e do Grupo Operacional Cinotécnico da Força Destacada da Unidade Especial de Polícia, foram cumpridos dois mandados de busca domiciliária, no âmbito do inquérito dirigido pelo DIAP dos Açores, o que culminou na detenção dos suspeitos. Nesta acção, foram apreendidos 1.247 euros em dinheiro, produto estupefaciente, cristais de droga sintética e haxixe, dois telemóveis, uma munição de arma de fogo detida sem licença, bem como diversa parafernália associada à preparação e venda de produto estupefaciente. Os suspeitos são indiciados pela venda de estupefacientes, sobretudo numa das principais zonas habitacionais do Pico da Pedra. Após interrogatório judicial, os arguidos ficaram sujeitos à medida de coacção de prisão preventiva

Presidente da Câmara da Lagoa recebeu Director-geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima

O Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, recebeu, no edifício dos Paços do Concelho, o Contra-Almirante José Diogo Pessoa Arroteia, Director-geral da Autoridade Marítima e Comandante-Geral da Polícia Marítima, numa visita institucional de apresentação de cumprimentos. O encontro constituiu uma oportunidade para reforçar os laços institucionais entre a Câmara Municipal de Lagoa e a Autoridade Marítima, reconhecendo a importância da cooperação entre as entidades com responsabilidades na protecção e segurança das comunidades e do território. Durante a recepção, foram igualmente abordados aspectos relacionados com a forte ligação da Lagoa ao mar, enquanto elemento marcante da identidade, do património e da actividade económica do concelho, bem como o papel desempenhado pela Autoridade Marítima e pela Polícia Marítima na salvaguarda da segurança e na protecção do espaço marítimo e da orla costeira. Frederico Sousa sublinhou a importância destas visitas institucionais, destacando “a relevância de manter uma relação de proximidade e cooperação com as entidades que desempenham um papel fundamental na segurança e protecção do nosso território, particularmente num concelho como Lagoa, com uma relação tão próxima com o mar”. De referir que decorreu na Lagoa, mais precisamente no Complexo Municipal de Piscinas de Lagoa, um Workshop e Demonstração de Mergulho Forense e Operações Policiais Subaquáticas, no âmbito das comemorações do Dia da Polícia Marítima 2026, promovido pela Autoridade Marítima Nacional, em parceria com o CEFAL – Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa. A iniciativa permitiu dar a conhecer ao público algumas das técnicas e valências da Polícia Marítima, reforçando a importância da sensibilização para a segurança e para a protecção do espaço marítimo.

Município de Angra promove formação para agentes desportivos

O Município de Angra do Heroísmo vai promover, nos dias 26 e 27 de Setembro, três acções de formação dirigidas a treinadores, dirigentes, técnicos e outros agentes ligados ao sector desportivo, com o objectivo de reforçar a qualificação e o desenvolvimento de competências nas áreas da liderança, gestão e valorização das organizações desportivas. As formações terão lugar no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo e integram a programação preparada pelo Município no âmbito da Semana Europeia do Desporto, reforçando a aposta na qualificação dos agentes e das estruturas desportivas do concelho. A iniciativa contempla três áreas distintas: “Liderança de Equipas”, “Estratégia de Marketing para Clubes Desportivos” e “Gestão da Organização Desportiva”. No dia 26 de Setembro, decorrerá a formação “Liderança de Equipas”, orientada por Inês Vigário, em duas sessões, das 14h00 às 16h00 e das 16h30 às 18h30. No dia 27 de Setembro, terá lugar a formação “Estratégia de Marketing para Clubes Desportivos”, orientada por José Carvalho, entre as 09h00 e as 10h30 e entre as 11h00 e as 12h30. Durante a tarde, o mesmo formador dinamizará a acção “Gestão da Organização Desportiva”, entre as 14h00 e as 16h00 e entre as 16h30 e as 18h30. As três acções são creditadas pela Confederação do Desporto de Portugal, permitindo aos participantes a obtenção de créditos de formação e constituindo uma oportunidade de actualização e valorização de competências. As inscrições são efectuadas directamente através do site da Confederação do Desporto de Portugal. «Quando falamos em apoiar o desporto, não podemos olhar apenas para as infra-estruturas, para os equipamentos ou para os apoios financeiros. A qualidade do nosso movimento associativo depende, em grande medida, das pessoas que todos os dias trabalham nos clubes e associações, muitas vezes de forma voluntária. Investir na formação dos treinadores, técnicos e dirigentes é dar-lhes mais ferramentas para liderar, gerir e preparar as suas organizações para os desafios actuais. É também uma forma de fortalecer os nossos clubes e, consequentemente, todo o desporto no concelho», afirma Guido Teles, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. Com esta iniciativa, o Município de Angra do Heroísmo reforça a valorização dos agentes desportivos, abrangendo não só treinadores e técnicos, mas também dirigentes, cujo papel é determinante para a qualidade da gestão, a sustentabilidade e a capacidade de desenvolvimento das organizações. A iniciativa integra a programação da Semana Europeia do Desporto em Angra do Heroísmo, através da qual o Município pretende incentivar a prática desportiva e a adopção de estilos de vida activos, envolvendo diferentes públicos e valorizando o papel do desporto no desenvolvimento individual e colectivo.

Revelações de Antero

O poeta pertence à política porque, se for mesmo poeta, diz-lhe uma verdade que nem ciência nem religião atingem: o princípio integrante onde tese e antítese fazem a síntese que harmoniza o homem. É assim que continuamos ancorados à esperança do suicídio de Antero de Quental. Porque um suicidado não é um suicida, aliás, os de 70 são todos, senão efectiva engalanadamente vencidos da vida. Só a Antero coube a marca (que por pouco não ferrou o seu aprendiz Fernando Pessoa) de macambúzio filosofóide, fineza dos que não entendem que a Verdade, de muito existente, não se pode prender. Antero vê na morte o ponto de contacto entre o Real da vida e o máximo de Absoluto a que ela pode chegar, mas tudo isto mete nojo ao nosso mundo de eficiências fundado contra esta antinomia, que “é se não o facto em si, com certeza o nosso facto”, em que são iguais o que é e o que [ainda] não é. Também seduzido pelo fim da sua razão de ser, Einstein diz que “os nossos problemas nunca serão resolvidos na mesma mentalidade com que os criámos”. Pois, se tudo urge e nada surge, chegou a hora de lidar com tudo. Diante de nós, todas as coisas em sua tensão natural pedem-nos que as unamos, não mais resolvendo contrários com o poder de um sobre o outro. Foi “esta tendência o facto intelectual mais importante do século” de Antero. Hoje, ciência e religião já o admitem. Politicamente, a desarmonia perdura onde o apelo das partes é de unanimizar e não de unir, porque “entre um partido e um povo pouco pode haver em comum”. Isto diz o poeta descartando um poder que destrua a ordem natural por razões de ordem política ou económica, cujo centralismo e mecanicismo impossibilitam condições e sentimentos fundamentais ao “santo princípio da fraternidade”. Por “irreligioso” falhou o materialismo, porque a consciência é a maior força social, maior até que a fatalidade. As revoluções entendem-no, por isso, o poeta traduz revolução para revelação, pois são a “imagem da substância social”, a união pura antes de esquecerem que “o governo é para a nação, não a nação para o governo”. Tendo a democracia por panteísmo social e que só “em sociedade pode o indivíduo realizar as justas tendências da sua natureza”, o poeta faz do socialismo um sacramento. Nivelar, não os indivíduos, mas suas condições de desenvolvimento, para espontaneamente se conhecerem todas as personalidades que organizem o fim do centro exclusivo do poder. Se é desta latitude o socialismo preambular da Constituição, então é a coisa mais constitucional que lá temos. Aflitivo é estar entre os pedantes duma democracia que, por capitalista, monta centro, mas que, por estatizada, o atafulha, dividindo desconfortáveis e excluídos até que rebente; e os gorilas que montam cerco ao centro para o fechar depois. O mal é o centro que faz da integração coacção. Mas disto nada releva e menos revela. Baste-nos ir medindo “pela altura dum desejo humano a dívida de ventura que os homens têm o direito de exigir ao mundo” que o velho mundo cairá por si. Martim Monteiro

Copyright 2026 Diário dos Açores