SATA melhorou as contas mas ainda apresenta prejuízos

sata2O Grupo SATA apresentou “melhorias significativas” no desempenho económico de 2016 face ao ano anterior. Apesar dos resultados operacionais e líquidos ainda apresentarem valores negativos, a melhoria verificada representa uma aproximação a uma “operação sustentável”.

É de referir o regresso do Grupo a níveis de EBITDA positivos (1,7 milhões de euros positivos em 2016 face a 8,8 milhões de euros negativos em 2015).

 Esta melhoria decorreu essencialmente do forte crescimento do número de passageiros em 16%, do número de voos em 14% e, consequentemente, das receitas operacionais em 13%, as quais atingiram 202 milhões de euros em 2016.

 Para este aumento de receita contribuiu o aumento de vendas de passagens da Sata Internacional – Azores Airlines em cerca de 26%.

 Nas rotas liberalizadas (S. Miguel e Terceira) verificou-se um aumento de 37%, enquanto nas rotas de obrigações de serviço público o incremento da venda de passagens foi de 29%. 

O mercado norte-americano verificou também um aumento da venda de passagens, registando um acréscimo de 26% nas rotas dos Estados Unidos da América e 12% nas rotas do Canadá.

 Importa destacar igualmente a redução dos custos com combustível em 4%. 

 Dada a evolução operacional positiva da actividade operacional da SATA em 2016, os resultados operacionais e líquidos, embora negativos, apresentaram uma melhoria significativa de 8 milhões de euros face aos de 2015.

 Destaca-se igualmente a manutenção do valor de dívida líquida bancária face a 2015, a qual se situa nos 154 milhões de Euros.

 “Esta recuperação da actividade operacional do Grupo SATA em 2016 permite olhar com confiança renovada para o futuro”, anunciou a SATA ontem.

POSEI destina cerca de 940 mil euros à produção de banana

bananasO Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou ontem que o apoio do POSEI aos produtores de banana nos Açores será pago em Junho, registando um reforço superior a 30% da verba inicial prevista.

João Ponte salientou que a dotação global do POSEI para a produção de banana em 2016 ascende a cerca de 940 mil euros, ou seja, mais 240 mil euros do que o valor inicialmente orçamentado.

“É uma importante ajuda porque os custos de produção de banana são muito significativos e, sem essa ajuda, não seria possível manter a produção com a escala que já se verifica na Região”, afirmou João Ponte no final de uma visita à cooperativa Frutaçor, em Vila Franca do Campo.

O Secretário Regional afirmou que as cooperativas devem fazer um esforço no sentido de continuarem a organizar a produção, de modo a que possa haver banana nos períodos do ano em que ela é mais escassa e atinge os melhores valores em termos de mercado.

João Ponte revelou ainda que o Governo dos Açores vai financiar, no âmbito dos programas de apoio ao sector cooperativo na agricultura, a instalação de duas câmaras de maturação de banana na Cooperativa Frutaçor. 

A produção de banana nos Açores tem maior expressão nas ilhas de São Miguel, Terceira e Pico.

Levantamentos nos multibancos dos Açores diminuíram em Abril

MultibancoOs levantamentos em caixas ATM (multibanco) atingiram em Abril de 2017, nos Açores, um montante total de 45,1 milhões de euros, um decréscimo homólogo de 0,3%.
Destes, cerca de 42,3 milhões de euros são de levantamentos nacionais (um decréscimo homólogo de 1,1%) e cerca de 2,7 milhões de euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa uma variação homóloga positiva de 16,1%.
A nível nacional, os levantamentos totalizaram 2.325,4 milhões de euros, verificando-se um acréscimo homólogo de 4,0%.
Em termos acumulados, nos últimos 6 meses (de Novembro de 2016 a Abril de 2017), verifica-se uma variação homóloga positiva de 2,0% no levantamento em caixas ATM.
Os pagamentos de serviços realizados neste mês, nos Açores, ascenderam a cerca de 6,8 milhões de euros, representando um aumento homólogo de 1,7%. A variação acumulada, dos últimos 6 meses, fixou-se nos 5,9%.

Novo Banco dos Açores obtém lucro no 1º trimestre

Novo banco dos açoresO Novo Banco dos Açores fechou o primeiro trimestre deste ano com um resultado positivo de 733 milhões de euros, que compara com um resultado homólogo negativo de -765 milhões de euros.

Segundo as nossas fontes, a Redução dos Custos Operativos ( -8,7%) e, principalmente, nos custos com o pessoal (- 9,9%) e melhoria nas imparidades contribuíram para o resultado agora apurado.

Recorde-se que o Novo Banco dos Açores encerrou o exercício de 2016 com um resultado líquido positivo de cerca de 1,7 milhões de euros, apesar do “contexto extremamente difícil”, tendo captado mais de 2.200 novos clientes. 

No exercício de 2016 o banco destaca que os depósitos à ordem tiveram um crescimento relativamente a 2015 de 14,6%, passando de 63,2 para 72,4 milhões de euros, enquanto os depósitos a prazo passaram de 275,4 para 278,5 milhões de euros, a que corresponde um crescimento de mais 1,1%. 

No que respeita ao crédito, registou-se um decréscimo de 0,2% relativamente ao ano de 2015, passando o crédito concedido de 377,4 para 376,5 milhões de euros. 

No exercício de 2016, foi entregue aos cofres da Região Autónoma dos Açores cerca de cinco milhões de euros de impostos. 

Prazo médio de pagamentos da Administração Regional reduziu 35 dias em 2017

Palácio da ConceiçãoO prazo médio de pagamento a fornecedores por parte da Administração directa da Região, ou seja, dos departamentos do Governo dos Açores, foi no final de Março, de acordo com a informação divulgada pelo Ministério das Finanças através da Direcção Geral do Orçamento, de apenas 13 dias.
Ao nível de toda a Administração Pública regional, de acordo com a mesma fonte, o prazo médio de pagamento baixou em 35 dias no primeiro trimestre de 2017, por comparação com igual período do ano passado.
Conforme se pode ler na nota do GACS, “esta redução traduz uma diminuição de 24,3 por cento no prazo médio de pagamentos por parte da administração pública regional, situando-se em 109 dias”.
A Administração Pública regional, além dos departamentos do Governo, engloba também todos os serviços e fundos autónomos que compõem a administração indirecta e todas as empresas do sector público empresarial da Região reclassificadas que integram o perímetro de consolidação, nos termos do sistema europeu de contas nacionais e regionais.
Esta nova diminuição, que se verifica também por comparação com o trimestre anterior em 8,4 por cento, dá cumprimento aos objectivos determinados pelo Governo dos Açores em relação aos prazos de liquidação dos compromissos da administração pública.
De acordo com a mesma nota, “a significativa redução do prazo médio de pagamento a fornecedores constitui mais um contributo directo para a economia açoriana, resultante da política de rigor financeiro alcançada na Região”.