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PAN diz que se assiste à “degradação acelerada”do Serviço Regional de Saúde

O PAN/Açores reuniu, quarta-feira, com o Sindicato Independente dos Médicos a fim de ouvir as preocupações da classe e definir prioridades para o sector da saúde nos próximos anos nos Açores.
“Nos últimos anos tem-se assistido à degradação acelerada do Serviço Regional de Saúde, devido à falta de investimento estrutural no sector, com principal incidência nos profissionais de saúde, sobretudo médicos e as consequências são bem visíveis devido à falta de profissionais na Região. As políticas para a saúde têm passado por aplicar “pensos rápidos” para sarar feridas antigas, sem que se tente sanar o problema na sua raiz através de um investimento sério”, afirma uma nota do PAN.
“Como resultado dessas políticas temos listas de espera infindáveis e uma severa incapacidade do sistema em responder eficazmente às necessidades da população açoriana, que em muitos casos obriga a deslocações de doentes para o continente para realização de tratamentos”, acrescenta.
“É reflexo da estagnação do sector da saúde, a precariedade dos salários destes profissionais, o que faz com que se assista cada vez mais a uma canibalização do sector privado para com o público, com uma acentuada migração de profissionais de saúde. A par disso, tal como acontece em outros sectores com escassez de mão-de-obra altamente especializada, os Açores estão em concorrência directa com outras zonas do país mais atractivas para estes profissionais exercerem as suas funções”, sublinha o partido.
No sentido de colmatar estas lacunas, o PAN/Açores considera premente “atribuir um suplemento remuneratório num valor total equitativo ao salário auferido aos profissionais que estejam em exclusividade no Serviço Regional de Saúde, e um suplemento de 50% do valor correspondente ao salário para os profissionais que se fixem nos Açores”.
E acrescenta: “Não obstante, é igualmente importante apostar na formação destes profissionais em início de carreira ao integrarem nos hospitais públicos regionais. Dotar os hospitais de orientadores em conformidade com as especialidades médicas poderá servir para captar e fixar estes jovens profissionais”.
Outra das preocupações transmitida pelo Sindicato, que o partido diz acompanhar, “prende-se com a reorganização dos cuidados de saúde primários, que neste momento carecem de uma gestão concreta e objectiva, pelo que se manifesta urgente a aposta na articulação de um novo modelo de trabalho homologamente distribuído pelas unidades de saúde, com um plano de gestão e organização de recursos humanos e materiais”.
O porta-voz e deputado do PAN/Açores, Pedro Neves, afirma que “neste momento em que a saúde enfrenta desafios sem precedentes, é crucial reconhecer a importância vital de apostar neste setor enquanto investimento fundamental para o bem-estar da sociedade. Desde que nos foi dado este voto de confiança que temos lutado pela melhoria da prestação de cuidados de saúde, nomeadamente com a implementação de medidas como o rastreio do cancro do pulmão e a TAC em todas as ilhas, por forma a conceder um acesso justo e equitativo a toda a população”.

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