Edit Template

Votar é um Direito e um Dever Cívico

No próximo dia 4 de fevereiro de 2024, os açorianos com capacidade legal de votar são chamados a exercer este direito consagrado na nossa Constituição da República Portuguesa, conquistado,com grande custo,com o 25 de Abril. Não há muito tempo, a maioria dos açorianos e açorianas estavam impedidos de exercer este direito em liberdade, pelo qual muitos açorianos e açorianas se bateram.
A presença significativa na votação para a próxima constituição da nossa Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, de onde sairá o próximo Governo dos Açores, épor isso verdadeiramente importante. Tal comotambém éfundamental votar nas eleições para a Assembleia da República, para a Europa e para o Poder Local; ser chamado a votar mais vezes é sempre preferível a não ter sequer o direito de votar.
Muitos por estarem zangados com a política, alguns por dificuldades várias e outros até por comodismo, dizem que “não votam e não querem votar”, e estão no direito de não o fazer. Porém, mesmo compreendendo e, em certa medida, até concordando com muitas das justificações avançadas, esta sempre será uma opção errada, uma vez que objetivamente estão a permitir que outros decidam por eles, fragilizando a própria democracia. Já basta que os cadernos eleitorais, em correspondência com as nossas características específicas, permitam inflacionar a abstenção real, a que será fortemente acrescida se não formos votar. Oa umento da abstenção funciona sempre contra os Cidadãos, até porque –no exercício do direito e dever cívico de votar – existem várias opções, incluindo o voto em branco. O importante é irmos votar, pois os resultados terão sempre uma interpretação e contam.
Não votar enfraquece a Democracia e consequentemente a Autonomia Democrática dos Açores, fragiliza-nos no relacionamento com o resto do País e com os nossos Parceiros do exterior, designadamente da União Europeia.
Só podemos ser exigentes com o sistema político, com os partidos políticos e com os políticos, dizendo presente no ato eleitoral, votando. Evidentemente que a Democracia não se esgota nos Órgãos de Governo próprio da Região e do País, existindo outros Órgãos – como o Tribunal de Contas, os Tribunais, o próprio Conselho Económico e Social – fundamentais na arquitetura democrática da Região e do País.
Os Açores debatem-se com muitos desafios institucionais, económicos e sociais. Os Parceiros Sociais, e bem assim a Sociedade Civil organizada representada por todos os membros do CESA – no respeito pelas suas diferenças – estão, como sempre, empenhados em trabalhar com os órgãos de governo próprio dos Açores na mitigação e ultrapassagem daqueles desafios. Esta é a Missão do CESA que, como órgão colegial e independente, de carácter consultivo e de acompanhamento, tem por objetivo fomentar o diálogo entre o poder político e a sociedade civil, através do diálogo e concertação social dos Parceiros Sociais.
É neste contexto, de colocarmos sempre em primeiro lugar o Desenvolvimento Económico, Social, Cultural e Ambiental dos Açores, que apelo aos Açorianos e Açorianas para exercerem o seu direito e dever de voto.

Gualter Furtado*

*Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores

Edit Template
Notícias Recentes
Turistas gostam da paisagem e da segurança e não gostam dos serviços de restauração e dos transportes de táxis e de autocarros
Desaparecido turista belga que se encontrava a realizar um trilho pedestre na Lagoa do Fogo
Sismo de magnitude 2.6 na escala de Richter sentido na ilha Terceira
Programa para a prevenção do cancro gástrico arranca na Terceira
Detido indivíduo fortemente indiciado da prática do crime de detenção de arma proibida na Ribeira Grande
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores