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Diário dos Açores O arauto das comunidades

O Diário dos Açores, o mais antigo quotidiano do nosso arquipélago comemora, hoje, 154 anos de vida.
Para um jornal publicado numa região demograficamente limitada, como é a de S. Miguel, e até mesmo dos Açores, esta longevidade merece ser altamente enaltecida. E o mérito principal vai obviamente para os seus primeiros obreiros, que acreditaram em tal projeto, desde o seu fundador, o então jovem Manuel Augusto Tavares de Resendes, passando pelo sobrinho Manuel Resendes Carreiro, e continuando com os seus dois filhos, Manuel e Carlos Carreiro.
Sabemos que a publicação do Diário dos Açores nos tempos idos do século XIX, não foi fácil, principalmente pelos parcos hábitos de leitura das gentes micaelenses daquela época.
Mas, acreditando que o jornal poderia elevar o nível de literacia de toda uma comunidade, para mais com um projeto que foi inovador para aquela época, Manuel Augusto Tavares de Resendes não esfriou os seus intentos, e avançou futuro adentro, apesar dos muitos obstáculos que teve de enfrentar.
Como resultado desse seu labor, aí está, em pleno século XXI, o Diário dos Açores a servir diariamente o seu fiel público arquipelágico e não só, visto agora se ter estendido a toda a diáspora açoriana, dividida em ilhoas canadianas, americanas, bermudanas, etc., muito por culpa dos avanços tecnológicos atuais, inimagináveis no alvorecer da sua primeira tiragem.
Dirigido atualmente pelo jornalista Osvaldo Cabral, cujo perfil é de mérito reconhecido, tendo tido passagens pela Direção do seu irmão gémeo Correio dos Açores – pertence ao mesmo proprietário – e pela Direção da RTP-Açores, o Diário dos Açores é o jornal açoriano que mais está virado paras as Comunidades Açorianas, dedicando-lhe, amiúde, espaços jornalísticos que chegam a ser semanais, ou até mesmo diários, ao trazer para as suas páginas os principais acontecimentos das comunidades emigradas.
De resto, não é por acaso que o Diário dos Açores, por influência do seu diretor executivo Osvaldo Cabral, mantém um acordo de troca de conteúdos com o LusoPresse, do qual sou editor e proprietário, no Quebque, e com o Portuguese Times, da Nova Inglaterra, que, como todos sabem é dirigido pelo competente Francisco Resendes.
O Diário dos Açores está a 46 anos do seu bicentenário.
E como será nessa altura a vida deste quotidiano, e de muitos outros; de todos os outros jornais, atendendo às turbulências dos tempos atuais? Será que terá uma existência melhor por mais estável do ponto de vista comercial ou, ao invés, como de resto se avança em certos meios editoriais, terá passado pura e simplesmente para a rede das plataformas sociais?
Ninguém pode prever o que vai acontecer em 2070; ou até muito antes de se lá chegar…
A terminar reforçarei o que já disse aqui neste mesmo espaço: Sou admirador do Diário dos Açores desde que me conheço, quando o lia na loja do Sr. Moniz, único local no Cabouco onde ele então chegava.
Mais tarde, já depois de ter emigrado, embora sem me lembrar exatamente da data, subi à sua redação, na esquina da Rua da Cruz, em Ponta Delgada, onde fui recebido por um verdadeiro gentleman, na pessoa do Sr. Silva Júnior. Nessa altura quis dar a conhecer ao jornal um jovem pugilista ribeiraquentense que no Canadá fazia furor, de seu nome Eddie Mello.
Hoje, agradável e manifestamente surpreendido, aqui me vejo a assinar este singelo artigo nas suas páginas.
Na pessoa do seu diretor Osvaldo Cabral, os meus desejos de um feliz aniversário ao «nosso» Diário dos Açores!

Norberto Aguiar

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