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Eurodeputado Paulo Nascimento Cabral critica cortes na PAC e apela para POSEI

O eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral, durante a primeira reunião da nova Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, criticou os cortes impostos à Política Agrícola Comum na sequência da revisão do atual Quadro Financeiro Plurianual, adiantando que “estas reduções penalizam sobretudo os programas de promoção dos produtos agrícolas da União Europeia, fundamentais para a abertura de novos mercados, essenciais nesta fase difícil”.
O parlamentar europeu açoriano do PSD esclareceu que a agricultura europeia vive uma “situação difícil”, marcada por “baixos rendimentos” e “excessiva carga burocrática”, com alguns Estados-Membros a atravessarem uma fase ainda mais difícil “pela seca prolongada e início da época de incêndios”.
A este propósito ressaltou que a questão sobre a “gestão da água é fundamental” para a competitividade da agricultura europeia.
Salientou igualmente que “só com mais rendimento, mais financiamento conseguir-se-á trazer mais agricultores e mais jovens agricultores para o setor”, dando-lhes uma perspetiva de futuro, e para garantir a “soberania alimentar, no âmbito da autonomia estratégica” da União Europeia.
Aproveitando a apresentação do Projeto de Parecer relativo ao orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2025, Paulo do Nascimento Cabral referiu, por fim, que “os agricultores das Regiões Ultraperiféricas têm sido triplamente penalizados, desde logo pela insularidade, pela inflação, e pela não aplicação do deflator (aumento) de 2% aos programas POSEI desde 2021, por um esquecimento de algum técnico”, tendo o eurodeputado solicitado à Comissão Europeia que retificasse o erro e atualizasse as dotações orçamentais dos programas POSEI já em 2025.
Recorde-se que estas propostas foram também submetidas por escrito, no âmbito do parecer referido, conclui nota enviada ao nosso jornal.

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