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Jovens dos Açores estão a consumir menos drogas, tabaco e álcool mas mais sintéticas e a aderir às apostas electrónicas

Isto mesmo conclui o ECATD-CAD – Estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências Portugal 2024 (Relatório Regional), agora tornado público. Atente-se que o relatório ECATD-CAD acompanha os hábitos dos alunos do ensino público entre os 13 e os 18 anos.
Conforme aquele estudo, os Açores apresentam a maior percentagem de alunos que dizem jogar videojogos quatro ou mais horas diárias (17% em dias de escola e 38% em dias sem escola), sendo também a região onde o jogo eletrónico numa base diária (quatro ou mais dias na última semana) é mais prevalente (43%).
O relatório Regional do ECATD-CAD 2024, de abrangência nacional, revela uma evolução positiva entre 2019 e 2024, mas também novos desafios: o consumo de álcool caiu 11 pontos percentuais (p.p.) e o tabaco 12 p.p., enquanto o jogo a dinheiro aumentou 5 p.p. e triplicou nos Açores.
No Norte, Centro e Algarve, os alunos passam menos tempo a jogar num dia de escola (9% declaram jogar quatro ou mais horas diárias).
O Alentejo destaca-se por menor tempo diário de jogo num dia sem aulas (26%) e é também a região com a menor percentagem de alunos que declararam jogar quatro ou mais dias na última semana à data do inquérito (33%).
Em contraciclo com os outros comportamentos aditivos, o jogo a dinheiro no último ano tornou-se mais prevalente entre os alunos, verificando-se um aumento de 5 p.p. no total do país, algo abaixo da realidade nos Açores.
Ainda que todas as regiões acompanhem a tendência nacional, no plano regional o panorama é diferente face ao estudo anterior, destacando-se os Açores, onde a prevalência do jogo a dinheiro no último ano praticamente triplicou.
Os resultados do Relatório Regional do ECATD-CAD 2024 revelam uma evolução positiva entre 2019 e 2024, mas também novos desafios: o consumo de álcool caiu 11 pontos percentuais (p.p.) e o tabaco 12 p.p., enquanto o jogo a dinheiro aumentou 5 p.p. e triplicou nos Açores, salienta o ICAD em comunicado.
“A redução do consumo de substâncias é um sinal encorajador, mas o aumento do jogo ‘online’ e a iniciação precoce ao álcool e tabaco exigem respostas rápidas e eficazes”, destaca a instituição.
Quanto ao consumo de álcool, o estudo mostra que a percentagem de consumidores diverge consideravelmente de região para região, com o Alentejo a destacar-se por um maior consumo (seja qual for a temporalidade considerada), seguindo do Algarve (consumo ao longo da vida e últimos 12 meses) e do Centro (últimos 30 dias), enquanto a Madeira regista as menores prevalências do país, consideravelmente abaixo do total nacional.
Cerca de quatro em cada dez alunos do Alentejo ingeriram uma bebida alcoólica no mês anterior ao inquérito, enquanto na Madeira a proporção é cerca de metade desse consumo.
“A percentagem de alunos que declaram ter iniciado o consumo de álcool com 13 anos ou menos é maior no Algarve e no Alentejo (37%, em ambas as regiões) e menos em Lisboa (27%) e na Madeira (26%), o que espelha uma discrepância regional considerável”, destaca.
A par do álcool, o Alentejo salienta-se por ser a região com as maiores prevalências de consumo de tabaco, com valores muito acima do total nacional. Em sentido contrário, estão as regiões Norte, Madeira e Açores. Relativamente ao consumo atual (2024), os valores registados no Alentejo (17,2%), são mais do dobro do registado no Norte (7,8%).
Quanto às drogas ilícitas, o consumo recente caiu para menos de metade, embora o Algarve (8,8%) e o Alentejo (8,5) continuem com as maiores prevalências de canábis, ao contrário do Norte (4,3%). “A canábis é, de longe, a substância ilícita mais consumida” em todas as regiões do país”, sublinha. No que respeita às outras drogas ilícitas as prevalências são bastante aproximadas, variando entre 2% (Norte) e 4% (Alentejo, Açores e Algarve).

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