A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau disse que as atas eleitorais foram confiscadas, o que impossibilita a apresentação dos resultados finais das presidenciais.
Os resultados provisórios apontariam para a vitória, na primeira volta, de Fernando Dias, o candidato independente apoiado pela oposição ao chefe de Estado, Sissoco Embaló, que perseguia um segundo mandato. No entanto, a oposição acusou o Presidente deposto de ter orquestrado um golpe de estado para impedir a eleição do candidato apoiado pelo PAIGC.
Nos últimos cinco anos, a Guiné-Bissau viveu 10 golpes de Estado. Apesar desta constância na instabilidade, quando, no dia 26 de Novembro, homens armados tomaram o palácio presidencial e aparentemente derrubaram o governo e o Presidente, a maior parte da população guineense terá sido apanhada de surpresa.
O golpe acontecia três dias depois de eleições presidenciais e legislativas e na véspera de serem anunciados os resultados provisórios.
Depois de uma campanha onde a figura do presidente Sissoco Embalo foi omnipresente como a de um candidato único.
Na Quarta-feira, a Comissão Nacional de Eleições guineense admitiu que o processo eleitoral não sobreviveu ao golpe.
A Comissão disse que foi vandalizado e destruído material informático e confiscadas atas eleitorais, e que tudo isso impossibilita a divulgação dos resultados das eleições.