O licenciamento de obras na Região Autónoma dos Açores voltou a abrandar no 3.º trimestre de 2025, com uma quebra homóloga de 23,3% no número de edifícios licenciados, segundo o destaque divulgado a 12 de dezembro pelo Instituto Nacional de Estatística, I.P. (INE). Foram licenciados 188 edifícios na Região, menos 21 do que no mesmo trimestre de 2024 (209), numa descida mais acentuada do que a registada no país (-4,1%).
A contração foi transversal aos principais tipos de intervenção: as obras de reabilitação (ampliação, alteração e reconstrução) recuaram 19,7% (49 licenciamentos, face a 68) e as construções novas caíram 23,8% (131, depois de 132). No segmento de habitação familiar, o número de edifícios licenciados para este fim desceu 27,1%, de 106 para 97. Ainda assim, a Região registou uma ligeira subida no número de fogos licenciados em construções novas para habitação familiar: 148 fogos, mais 1,4% do que há um ano (189 no 2.º trimestre e 146 no 3.º trimestre de 2024), contrariando a tendência de recuo observada em várias regiões do continente.
Um dos sinais mais expressivos do trimestre nos Açores surge na área total licenciada: apesar do menor número de edifícios, a área aprovada aumentou 25,7%, de 49.114 metros quadrados para 65.734 metros quadrados, numa evolução que contrasta com a descida nacional (-26,1%). O indicador sugere que, no período em análise, a Região licenciou menos empreendimentos, mas com maior dimensão média, num contexto em que o Norte e o Centro continuam a concentrar a maior fatia do licenciamento no país.
Do lado das obras concluídas — apuradas por estimativas do INE — a Região Autónoma dos Açores apresenta uma quebra de 13,5% no número total de edifícios concluídos (167, face a 193 no 3.º trimestre de 2024). A redução agrava-se na habitação: os fogos concluídos em construções novas para habitação familiar desceram 44,8%, de 192 para 106, a maior queda entre as regiões, quando no conjunto do país este indicador cresceu 8,7%. Também a área total construída nos Açores recuou 31,2%, passando de 48.965 para 33.369 metros quadrados, num trimestre em que a variação nacional foi praticamente nula (-0,2%).
