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PPM pede intervenção urgente para garantir abastecimento à ilha do Corvo

A representação parlamentar do PPM/Açores pediu uma “actuação urgente” do Fundo Regional de Coesão para uma fiscalização ao abastecimento à ilha do Corvo, alegando negligência do comandante do navio, que tem colocado em causa “a regularidade” da operação.
Segundo um comunicado do PPM, a ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, está “há 15 dias sem ser abastecida”, por via marítima, numa altura considerada particularmente sensível para a população local, sendo que as previsões apontam para condições meteorológicas desfavoráveis, a partir de segunda-feira.
“A representação parlamentar do PPM/Açores solicita uma reunião urgente e presencial com a equipa dirigente do Fundo Regional de Apoio à Coesão e ao Desenvolvimento Económico, no sentido de solicitar a esta instituição, que é a responsável pelo fretamento do navio, a realização de uma rápida fiscalização às tomadas de decisão do comandante do navio “Thor”, que tem colocado o abastecimento da ilha do Corvo em causa”, lê-se no comunicado.
Na nota, assinada pelo deputado do PPM/Açores João Mendonça, é referido que o navio “Thor B” tem “assegurado, em regra, o abastecimento regular” do Corvo, mas “nas últimas semanas e meses a operação está a ser mal conduzida” devido a “inércia e mau planeamento por parte do comandante actual”, que “tem vindo a desaproveitar sucessivas oportunidades para realizar a operação de abastecimento da ilha”.
O deputado João Mendonça, eleito pela ilha do Corvo, lembra que, durante o Outono-Inverno, “é necessário aproveitar todas as abertas que surgem em termos de navegabilidade e de condições para realizar a operação no porto da Casa, que tem limitações”.
“É vital que não se perca uma única oportunidade para realizar a operação. Dadas as condições do estado mar prevalecentes nesta época do ano, o surgimento de uma nova oportunidade pode demorar várias semanas”, aponta, citado na nota.
O PPM sublinha que o “Ariel”, a embarcação que faz a ligação marítima de passageiros entre o Corvo e as Flores, realizou, no sábado, a operação “com total normalidade”.
Também o navio “Margarethe”, que assegura o abastecimento da vizinha ilha das Flores, “efectuou hoje a operação de abastecimento”.
Por isso, o PPM considera “inaceitável” que o “Thor”, um antigo rebocador adaptado com condições técnicas “excepcionais”, não tenha efectuado o abastecimento do Corvo, ao longo deste fim de semana, apesar das condições favoráveis no porto da Casa.
“O Governo Regional dos Açores [PSD/CDS-PP/PPM] gasta milhões de euros para manter uma operação de abastecimento regular à ilha do Corvo e é intolerável que o mesmo não se faça em condições favoráveis, tal como está contratualizado”, salienta o deputado.
Para o parlamentar, “a responsabilidade não é, obviamente, do Governo Regional dos Açores”, cujo “esforço para abastecer a ilha do Corvo” o partido realça.
“Estando fretado um navio especificamente para abastecer a ilha, não é possível admitir esta negligência do comandante do navio, que coloca toda a operação abastecimento em risco”, lê-se no comunicado do PPM, que espera que a ilha seja “convenientemente abastecida” nesta época festiva e que “seja um Natal normal para as famílias do Corvo”.

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