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PS/Açores lamenta instabilidade no sector das pescas devido à teimosia e atrasos do Governo

O Partido Socialista/Açores, pela voz do deputado Mário Tomé, saúda o acordo agora alcançado entre o Governo Regional e as organizações representativas do sector das pescas, que permite o congelamento das taxas de lota e afasta, para já, aumentos que teriam consequências gravosas para toda a fileira.
Contudo, o PS/Açores não pode deixar de manifestar a sua profunda indignação pelo facto de esta solução só ter sido encontrada depois de a coligação ter rejeitado, no Plano e Orçamento, uma proposta concreta do Partido Socialista precisamente para evitar esta situação. “Uma rejeição motivada por razões meramente político-partidárias, que obrigou o sector das pescas a meses de incerteza, ansiedade e prejuízos evitáveis”, afirma o socialista.
“O Governo e os partidos que o sustentam preferiram dizer “não” ao PS, mesmo sabendo que estavam a dizer ‘não’ aos pescadores. Fizeram o sector esperar, desesperar e sofrer, apenas para agora surgirem a vangloriar-se de um acordo que poderia e deveria ter sido garantido muito antes”, sublinha.
O deputado socialista recorda que o PS alertou atempadamente para o impacto devastador do aumento das taxas de lota e apresentou uma alternativa responsável, em defesa do rendimento dos pescadores, da comercialização e da indústria, proposta essa que foi chumbada pela maioria.
“Aquilo a que assistimos é a confirmação de que o PS tinha razão. O problema nunca foi técnico, foi político. E o sector das pescas pagou caro por essa teimosia ideológica da coligação”, acusa.
O Partido Socialista considera ainda inaceitável que o Governo tente agora capitalizar politicamente um acordo que surge apenas após forte contestação do sector e depois de meses de instabilidade criados pelo próprio Executivo, que chegou a propor aumentos brutais das taxas de lota.
“O PS esteve sempre do lado dos pescadores, quando denunciou este ataque ao sector, quando apresentou propostas concretas e quando exigiu previsibilidade e respeito por quem vive do mar. Outros preferiram usar o sofrimento do sector como arma política”, reforça Mário Tomé.
O deputado concluiu lembrando que “governar não é recusar boas propostas por virem da oposição, mas sim proteger os Açorianos e os sectores estratégicos da Região, como é o caso das pescas, pelo que o Partido Socialista vai continuar a exigir responsabilidade, diálogo e decisões atempadas”.

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