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O Presépio Regional

“Infelizmente para Boleiro, a conclusão a que chego, para além de todos os problemas inerentes (à péssima governação que está a fazer) é que no interior do próprio governo regional e também relativamente à empresa pública não reina a paz, nem na quadra natalícia que atravessamos.”

Pelo nome – José – seria de admitir que o presidente do governo regional, desta maravilhosa e arquipelágica Região, poderia encarnar o papel de uma das principais personagens em qualquer presépio regional de que se tivesse feito exposição pública, por exemplo, na residência oficial da presidência nos Açores, permitindo que fosse “visitado” por qualquer cidadão, mas principalmente por crianças, dada a sua natural e sempre benévola inocência.
Mas se hipoteticamente o presidente do governo fizesse parte de um presépio, o qual seria essencialmente “governativo”, de certo teríamos de admitir obrigatoriamente que outros membros do seu já “famosíssimo” elenco teriam também direito a figurarem como atores, principais ou secundários, da cena natalícia.
O sempre importante e muitíssimo viajado vice-rei da ilha Terceira, pelas suas tendenciosas qualidades de “primeira figura” secundária da hierarquia governativa e personagem extremamente influenciadora no elenco, deveria ocupar o “papelão” do rei-mago que transportasse como oferta a “inteligência artificial”, que assumo ser sua preocupação e que neste momento é verdadeiro sucesso na comunicação e na vida diária de qualquer cidadão, principalmente os mais desprevenido.
A forte influência demonstrada nos últimos tempos, no que concerne as viagens extraordinária da Sata na época natalícia, colocou a sua colega da secretaria dos transportes a contradizer publicamente, como tutela, uma decisão de gestão de um conselho de administração sobre os voos natalícios a efetuar. Tal é demonstrativo do ascendente que possuí sobre a colega, quiçá sobre o próprio Bolieiro, que não deve querer hostilizar o representante dos residentes terceirenses.
Tão bem orquestrada está esta situação que mais recentemente as duas assembleias municipais da ilha Terceira e a câmara de comércio local já avaliaram, antes do fim da operação aérea, um prejuízo de meio milhão para a economia da ilha. Segundo a câmara de comércio afirma, a hipótese de alguns voos serem via Ponta Delgada “fragiliza a Terceira e empobrece a Região e compromete o futuro do arquipélago”, destruindo o “valor económico do próprio grupo Sata”.
Talvez fosse interessante, após a época natalícia e de se realizar a operação aérea, a Sata proceder à quantificação em passageiros, valores monetários e se possível fazer a média de ocupação dos voos diários, tornando público estes resultados. Fica o desafio para o novo presidente do conselho de administração da Sata que, antes mesmo de tomar posse, já deu uma entrevista a afirmar que tudo irá continuar na mesma. Nem mais, nem menos. Pobre Sata!
Infelizmente para Boleiro, a conclusão a que chego, para além de todos os problemas inerentes (à péssima governação que está a fazer) é que no interior do próprio governo regional e também relativamente à empresa pública não reina a paz, nem na quadra natalícia que atravessamos.
A seguir ao vice-rei da Terceira, assumo como figura do presépio, que se deveria seguir o sempre presente e inesquecível, para as futuras fabulosas estórias açorianas, secretário regional das finanças. Se fosse vivo o açoriano padre Nunes da Rosa teria de certo variadíssimos temas para escrever estórias sobre temas insulares.
Será interessante quando identificarmos aos nossos netos quem lhes colocou na “mochila”, pelo seu mau desempenho politico associado à má gestão da causa pública, as responsabilidades financeiras que irão suportar.
Este governante, Duarte Freitas, dadas as suas qualidades inatas para a (má) gestão dos dinheiros públicos regionais, como referi, com planos de poupança orçamental e conversas(?) de alto gabarito, segundo ele próprio em Bruxelas, seria o responsável por transportar o (quase miserável) “ouro” ainda existente no paupérrimo erário público regional, surgindo como segundo rei-mago.
Embora fosse possível aproveitar – e daí talvez não, porque se tratar de uma representação numa cena de um presépio – outras caraterísticas que lhe são muito próprias, como por exemplo falar e “dizer muito pouco”, tentar esclarecer o que não sabe ou repetir a miúdo o que afirma de modo a que o “assunto” se torne verdade, de tanto ser “massacrado”.
O último rei-mago poderia ser o atual “dono mandante” do programa espacial açoriano, que ao aceitar a demissão de quem dirigia e sabia sobre o assunto, por não lhe darem condições de trabalho, permitiu criar a expetativa, de como vamos chegar/regressar ao/do espaço. Soubemos no entretanto que “algo” (um ovni?) deverá aterrar em meio do próximo semestre na ilha de Santa Maria.
“Movimento espacial garantido”, tipo rebuçado, talvez seja este o modo oportuno dos marienses e micaelenses nem se lembrarem que não têm, há muitos anos, transporte marítimo para passageiros e carros. Embora a presidente da Atlânticoline, na oportunidade, tenha garantido em entrevista, que tal faz parte do serviço de obrigações públicas e que só depende do governo regional.
Este potencial rei-mago “espacial”, de certo luta com a dificuldade de não existir “mirra” – a tal resina aromática da árvore usada na antiguidade como perfume, remédio ou principalmente para embalsamar os mortos – para neste caso “adormecer” os vivos.
Claro como é fácil de depreender deveria ser o secretário das finanças, Duarte Freitas, o principal rei-mago dos tradicionais três, caso não cometesse tanto erro. Como “chefe financeiro” está sempre a orientar-se pelas estrelas (ou será pelo tarot? ou pela astróloga Maya?) para encontrar o caminho para o futuro desenvolvimento social e económico integrado regional.
Será que está, hipoteticamente, a tentar encontrar o fim de um qualquer arco-íris de modo a descobrir o imaginário pote de ouro, que permitirá equilibrar as depauperadas finanças regionais? Se não encontrar o “pote de ouro”, pode(mos) sempre esperar pelo novo documento da lei das finanças regionais – negociado entre Montenegro e Bolieiro num qualquer conselho de ministros – que promete trazer centenas de milhões de euros adicionais, segundo o próprio Duarte Freitas acredita ao afirmá-lo publicamente.
Mas isto, as centenas de milhões, só deve ocorrer na melhor das hipóteses, no Natal de 2027. Até lá, vamos assistir a um governo regional de chapeuzinho na mão, qual pedinte perante a República e/ou a Comunidade Europeia, e nós simples cidadãos vamos “segurar as calças nas mãos porque o cinto não aperta mais”.
O resto do “elenco” para o presépio pode ser atribuído a qualquer dos outros membros governativos, ficando à imaginação de cada um de nós quem deve ser responsável por cada um dos restantes desempenhos. Que vão desempenhar um “papelão de embrulho” tenho a certeza que sim.
Perante este elenco de “maus atores governativos” não vamos encontrar nenhuma criança, por recusa própria, para servir de menino Jesus. Com tantos políticos no País, temos de descobrir algum adequado a tal desempenho artístico neste presépio. Como alternativa podemos “importar” temporariamente o candidato presidencial Marques Mendes, que aproveitaria para fazer campanha nos Açores, para além de toda aquela que fez num canal televisivo durante anos. Imitação “pura e crua” de Marcelo, mas sem o mesmo resultado imediato e certeza de resultado.
Feliz Natal com muita saúde junto das respetivas Famílias é o que mais desejo a todos!
J. Rosa Nunes
Prof. Doutor

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