Edit Template

Mensagem de Ano Novo do Representante da República para a Região Autónoma dos Açores

Nesta quadra festiva, é tradição o Representante da República – à semelhança de outros titulares de cargos políticos, nacionais e regionais – dirigir uma mensagem a todos os açorianos, onde quer que se encontrem, aqui no Arquipélago, no continente ou na diáspora:
“Caros açorianos, após as festividades natalícias, e aproximando-se o início de novo ano, é tradição dirigir-me a todos açorianos para expressar os meus votos de um 2026 pleno de saúde, prosperidade e (não obstante o contexto internacional) paz.
É uma oportunidade que tenho aproveitado, ano após ano, com grande empenho e satisfação pessoal.
Este ano, porém, este momento reveste-se para mim de especial significado.
Como é sabido teremos eleições presidenciais em Janeiro e, consequentemente, em Março tomará posse um novo Presidente da República, abrindo-se um novo ciclo político em Portugal.
Aproxima-se assim também o termo do meu terceiro mandato como Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, pelo que peço a vossa permissão para partilhar convosco algumas reflexões sobre a minha missão e sobre os 15 anos nos Açores que completarei no próximo mês de Abril de 2026.
Gratidão e humildade são os sentimentos que ocorrem, de imediato, ao meu espírito, face a tão elevada honra, que me foi confiada para assumir nos Açores a representação da unidade nacional e a defesa, no quadro constitucional, da autonomia da Região.
Gratidão pela confiança depositada na minha pessoa para cumprir as exigências do cargo ao serviço de Portugal e dos Açores e ao serviço indistinto dos portugueses em geral e dos açorianos em particular, procurando ser uma ponte, congregando todos numa comunhão solidária e fraterna.
Humildade perante o privilégio e a responsabilidade inerente ao cargo em que fui investido, com o seu carácter simbólico e a sua dignidade institucional, que vão muito para além das competências específicas das minhas funções constitucionais e legais.
Procurei durante estes anos que a minha conduta pública e privada e que as minhas intervenções públicas correspondessem sempre aos mais rigorosos padrões éticos e de independência, tendo sempre em consideração, numa primeira linha, o respeito pela Constituição, a defesa dos interesses dos açorianos e da Região e a sua conciliação com o interesse nacional.
Nomeado, nos termos da Constituição, pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva, para o meu primeiro mandato, e pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, para o segundo e terceiro mandatos, procurei com lealdade ser um elo de ligação e de apoio da acção desenvolvida por ambos em relação à Região e merecer a sua confiança, que muito me honrou e deu propósito à minha missão.
Permitam-me ainda que sublinhe o relacionamento correcto, franco e leal que sempre mantive com os órgãos de governo próprio da Região Autónoma, dentro do respeito pelas respectivas competências, bem como pelo papel dos partidos políticos, e que aqui deixe registado o meu apreço e reconhecimento pela forma digna como os Presidentes do Governo Regional com quem tive a honra de trabalhar – Carlos César, Vasco Cordeiro e José Manuel Bolieiro – desempenharam as suas funções em prol dos Açores e de Portugal. Uma palavra de sincera gratidão é também devida para os Presidentes da Assembleia Legislativa, órgão máximo de representação democrática dos açorianos – Francisco Coelho, Ana Luis e Luis Garcia –, com quem foi um privilégio trabalhar nestes 15 anos.
Creio que trabalhámos e conjugámos os nossos esforços para o bem comum.
A vida política na Região decorreu sempre dentro das regras democráticas, do primado de Direito e do exercício das liberdades individuais e foi geralmente caracterizada pelo respeito e civilidade mútuas.
Vive-se nos Açores um clima de segurança, tranquilidade e coesão social. Portugalidade e açorianidade combinam-se numa forte consciência cívica e numa simbiose cultural, social e política – que, todavia, não impede a abertura a um mundo em profunda e rápida mudança, pleno de desafios em domínios como as migrações e a digitalização, mas também de riscos de segurança e climáticos.
Tudo isto se deve às qualidades do povo açoriano e à forma como os seus sucessivos representantes têm assumido as suas responsabilidades, em cooperação com as Instituições da República, dentro do princípio da autonomia político-administrativa consagrado na Constituição e Estatuto.
Sob o ponto de vista pessoal, a minha estadia nos Açores proporcionou-me uma experiência riquíssima.
Considero os Açores uma das regiões mais bonitas e agradáveis do mundo para se viver.
A qualidade de vida, a simplicidade do quotidiano, as relações humanas, as elites culturais e o gosto pela música, a preservação do património arquitectónico, o contacto com a natureza, a omnipresença do oceano, a qualidade dos produtos da terra e do mar, a harmonia entre o casario e o meio ambiente, tudo isto combinado com as facilidades da vida moderna que quebram o isolamento e permitem a sua conversão num convite a uma vida saudável, ao repouso e à reflexão, tudo são boas razões para fazer dos Açores, um lugar de eleição, um paraíso na Terra, que os açorianos bem merecem e devem preservar e usufruir.
Agradeço do coração aos açorianos o acolhimento gentilíssimo que me deram, a mim e à minha mulher.
Levarei dos Açores uma recordação preciosa que perdurará até ao fim dos meus dias.
A todos os açorianos – em todas e cada uma das nove ilhas, mas também na diáspora – desejo as maiores felicidades e um futuro sorridente e, em especial, que o Novo Ano possa corresponder às vossas justas expectativas e vos traga saúde, paz e prosperidade.
Muito e muito obrigado”, assim termina Pedro Catarino.

Edit Template
Notícias Recentes
Teleconsultas sobem para 19 969 em 2025 e mudam padrão de procura nas Unidades de Saúde de Ilha
Açores 2030 prevê 22 avisos em 2026 com 114,35 milhões de euros para apoiar projectos na Região
Portuguesa VisionWare leva Cibersegurança à Universidade dos Açores
Programa LEADER atinge execução de 42 milhões de eurose reforça apoio ao investimento rural, afirma António Ventura
Governo da República prepara medidas para valorizar a calçada portuguesa e Ponta Delgada integra candidatura à UNESCO
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores