A primeira volta das presidenciais já terminou. Sem grandes surpresas, pelo menos a julgar pelas sondagens e trackingpolls que estas últimas semanas nos entravam pela televisão dentro diariamente, o resultado foi praticamente o esperado. Ventura certo numa segunda volta. António José Seguro o vencedor da primeira volta.
Rumo à segunda volta, os democratas, defensores dos valores humanistas, da moderação e do diálogo não têm outra margem se não votar em Seguro. Eu pelo menos assim o faria, tivesse sido Marques Mendes, Cotrim ou Gouveia e Melo a passar em vez de Seguro contra um André Ventura, candidato para todas as eleições.
Porém nem todos pensam assim. O líder do PSD e Primeiro-Ministro, e os próprios candidatos que não alcançaram a segunda volta, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes, preferem lavar as mãos e deixar a escolha para os portugueses. Colocam-se num limbo entre o radicalismo e o extremismo e a moderação e a democracia. Caiu o “não é não”.
A decisão será sempre dos portugueses, mas não endossarem apoio a António José Seguro, defensor da democracia, do diálogo, dos valores humanistas e de um Portugal mais justo, é o mesmo que dizer “venha o diabo e escolha”. A diferença, é que o próprio diabo está a disputar estas eleições.
Gouveia e Melo desilude ainda mais. Um candidato fora do sistema e do espetro político-partidário, defensor de um Portugal democrata, mais justo, humanista, a favor do diálogo e da moderação e da criação de pontes, não foi capaz de dizer em público, no domingo à noite, que na segunda volta António José Seguro é o candidato que representa tudo isto. Teria ficado bem ao sr. Almirante, teria marcado a tónica para outros candidatos e partidos. Até nisso falhou e desiludiu.
Bem estiveram outros dirigentes políticos do PSD, do CDS, da IL e membros de outras candidaturas, que, confrontados com este cenário, já vieram, publicamente, sem hesitar, afirmar o seu apoio a Seguro. Mal esteve a JP, Juventude Popular, do CDS-PP, a antecipar-se ao próprio CDS-PP (anunciará o seu sentido de voto esta quarta-feira) e a embarcar no discurso de Montenegro e Marques Mendes. Uma juventude partidária, defensora de valores democráticos…
Em Portugal e nos Açores, António José Seguro foi o grande vencedor da primeira volta. Na segunda volta, esperamos todos que reforce a sua votação e que conte com o apoio de todos os portugueses, de todos os açorianos, para ser o Presidente de todos os portugueses. Eu, dia 8, votarei, uma vez mais e seguramente, em António José Seguro!
Manuel Pacheco