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Alonso Miguel sublinha importância da proximidade, prevenção e investimento estratégico na Protecção Civil dos Açores

O Secretário Regional do Ambiente e Acção Climática, Alonso Miguel, destacou a importância estratégica da proximidade entre o sistema regional de Protecção Civil e a população açoriana, defendendo que a prevenção, a capacitação dos cidadãos e o reforço da confiança no sistema constituem pilares absolutamente determinantes para garantir uma resposta eficaz, coordenada e resiliente face a situações de emergência.
As declarações foram proferidas em Angra do Heroísmo, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Protecção Civil, numa iniciativa promovida pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), que reuniu 22 agentes e entidades integrantes do sistema regional de Protecção Civil, num momento de demonstração de meios, partilha de conhecimento técnico e aproximação efectiva à comunidade.
Na ocasião, o governante sublinhou que “é fundamental dar a conhecer à comunidade as capacidades instaladas na Região e promover continuamente a aproximação das pessoas ao sistema regional de Protecção Civil”, acrescentando que “uma resposta verdadeiramente eficaz às situações de emergência não depende apenas dos meios operacionais disponíveis, mas também do grau de preparação, informação e envolvimento dos cidadãos”.
“A protecção civil começa em cada um de nós. A construção de uma sociedade mais segura exige uma cultura de responsabilidade partilhada, onde cada cidadão conhece os riscos, sabe como agir e assume um papel activo na prevenção”, vincou.
A iniciativa permitiu apresentar meios e capacidades operacionais, bem como dinamizar um conjunto alargado de acções de sensibilização, com especial enfoque, nesta edição, na temática dos sismos e das estruturas colapsadas, matéria de particular relevância num território arquipelágico marcado por especificidades geológicas e exposição a fenómenos naturais de diversa natureza.
Ao longo do dia foram promovidas sessões práticas sobre a constituição de kits de emergência, noções básicas de primeiros socorros, realização de simulacros de sismo e demonstrações de cenários de intervenção em estruturas colapsadas, possibilitando à população contactar de forma directa com procedimentos técnicos e operacionais adoptados pelas equipas de socorro.
O evento contou com a participação de cerca de 1.300 visitantes, maioritariamente crianças e jovens provenientes de creches, jardins-de-infância, ATL e estabelecimentos de ensino da ilha Terceira, o que, segundo o Secretário Regional, “representa um sinal muito positivo do envolvimento da comunidade educativa e da importância que está a ser atribuída à formação das novas gerações em matéria de segurança e autoprotecção”.
Alonso Miguel destacou que esta aposta na educação constitui uma das grandes prioridades da estratégia regional, afirmando que “começar pelas escolas é investir no futuro da Região, porque se está a formar cidadãos mais conscientes, mais preparados e mais resilientes”. Nesse sentido, salientou o papel estruturante de projectos como os “Clubes de Protecção Civil”, o “Aprender a Socorrer” e o “Educar para a Protecção Civil”, iniciativas que, todos os anos, envolvem milhares de alunos em todo o arquipélago e que têm contribuído de forma consistente para elevar os níveis de literacia em protecção civil.
O governante recordou ainda que a Protecção Civil tem sido uma prioridade inequívoca da acção governativa, sublinhando que “nos últimos cinco anos o Governo Regional dos Açores investiu mais de 60 milhões de euros no sistema regional de Protecção Civil, com o objectivo claro de reforçar as condições de segurança e socorro das populações e modernizar estruturalmente o sistema”.
“Este é um investimento muito significativo, que nos permitiu reforçar o sistema de emergência médica pré-hospitalar, apetrechar os corpos de bombeiros com equipamentos essenciais, renovar as frotas de veículos de socorro e de combate a incêndios, valorizar as tabelas salariais dos bombeiros, apostar fortemente na qualificação e formação dos operacionais e, simultaneamente, aumentar a literacia da população em matéria de protecção civil”, frisou.
Para Alonso Miguel, o reforço contínuo dos meios materiais deve caminhar lado a lado com a consolidação de uma cultura preventiva, acrescentando que “não basta ter equipamentos modernos e profissionais qualificados, é igualmente indispensável garantir que a população conhece os riscos, compreende os procedimentos e confia no sistema regional de Protecção Civil”.
O Secretário Regional salientou que “este esforço integrado tem vindo a traduzir-se num reforço efectivo da capacidade de resposta operacional, numa melhoria substancial das condições de trabalho dos agentes de Protecção Civil e numa maior robustez estrutural do sistema”, factores que, no seu entender, explicam o crescente nível de confiança da população açoriana nas instituições responsáveis pela segurança colectiva.
“Hoje podemos afirmar que temos uma população açoriana que confia no sistema regional de Protecção Civil, e essa confiança é construída todos os dias através de investimento, profissionalismo, proximidade e trabalho permanente de sensibilização e formação”, afirmou.
O governante concluiu referindo que “a celebração do Dia Internacional da Protecção Civil constitui não apenas um momento simbólico, mas também uma oportunidade concreta para reafirmar a importância estratégica que o Governo dos Açores atribui a esta área, entendendo-a como muito mais do que uma estrutura de resposta a emergências”.
“A Protecção Civil é, simultaneamente, um instrumento de educação, um mecanismo de prevenção, um factor de coesão comunitária e um pilar fundamental da resiliência do nosso território. Num arquipélago como o nosso, sujeito a riscos naturais específicos, a consolidação de uma cultura de segurança não é uma opção, é uma responsabilidade colectiva que deve ser contínua, transversal e assumida por todos”, sustentou.
“A Protecção Civil começa em cada um de nós”, concluiu Alonso Miguel, que defendeu também que “o reforço da resiliência da comunidade açoriana exige um compromisso permanente entre instituições, agentes operacionais, escolas, famílias e cidadãos, numa lógica de cooperação e corresponsabilização que fortalece o sistema e prepara a Região para enfrentar, com maior capacidade e confiança, os desafios futuros”.

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