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Documentário sobre Cavalhadas oculta sofrimento animal, alerta PAN/Açores

Em nota de imprensa, a Representação Parlamentar do PAN/Açores manifestou o seu repúdio pela produção de um documentário dedicado às “Cavalhadas de São Pedro”, no concelho da Ribeira Grande, “que visa enaltecer esta práctica, sem confrontar criticamente os impactos negativos sobre os animais envolvidos, contribuindo para a perpetuação de uma narrativa que mascara a realidade e desvaloriza a necessidade de proteger seres sencientes.”
O partido relembrou que o evento decorre em pleno Verão, “sujeitando os cavalos a longos percursos pelas ruas da cidade sob temperaturas elevadas e piso quente, expondo-os a condições potencialmente prejudiciais ao seu bem-estar. O calor intenso, o contacto prolongado com o asfalto aquecido, o ruído e a agitação, próprias de um desfile, representam factores de stress e risco para animais que são, acima de tudo, seres sencientes.” Nesse sentido, “e na sequência de diversas denúncias de situações de maus-tratos e até morte de animais”, o partido tem-se manifestando contra a práctica, apelando ao cumprimento dos preceitos de bem-estar animal.
O Deputado reafirmou a sua posição contra esta prática que, volvidos cerca de seis séculos, continua a ser mantida sem que se verifiquem progressos na protecção dos animais envolvidos, afirmando que “A longevidade histórica de uma práctica não a torna imune ao escrutínio ético. A sociedade evolui, e com ela devem evoluir também as suas manifestações culturais”.
O parlamentar criticou ainda a “romantização” destas iniciativas, “agora reforçada através da produção de um documentário que poderá contribuir para uma narrativa acrítica e idealizada do evento, omitindo o impacto real que produz nos equídeos.”
Neste contexto, Pedro Neves, Porta-voz e Deputado regional afirmou que “Valorizar culturalmente uma práctica que assenta na utilização de animais para fins recreativos, descurando o seu conforto e segurança, é perpectuar uma visão ultrapassada da relação entre humanos e animais. Defendemos que as tradições devem ser reavaliadas à luz dos princípios contemporâneos de respeito, compaixão e responsabilidade, devendo ser promovidas, nem romantizadas através de produções televisivas que ignoram o sofrimento animal”.

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