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Turismo começa 2026 com crescimentos moderados com os Açores entre as regiões em queda

O sector do alojamento turístico em Portugal iniciou o ano de 2026 em terreno positivo, com aumentos em hóspedes e dormidas face ao mesmo mês do ano anterior. Contudo, o ritmo de crescimento foi mais brando do que em dezembro de 2025, revelam dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pela Publituris.
Em janeiro, registaram-se 1,7 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas em estabelecimentos turísticos nacionais, traduzindo se em subidas de 3,8% e 2%, respectivamente. No mês anterior, as variações tinham sido de 4,5% e 3%, indicando uma ligeira desaceleração no arranque do novo ano turístico.
Nos Açores, a actividade turística começou o ano em contraciclo com a tendência nacional. As dormidas na região diminuíram 5,8% face a janeiro de 2025, totalizando cerca de 94 mil, enquanto o número de hóspedes recuou 7,3%, fixando-se em 38 mil. Foi uma das quebras mais acentuadas entre as regiões portuguesas, superada apenas por Loulé e pela Península de Setúbal.
Entre os visitantes estrangeiros, os Açores também registaram forte decréscimo, com menos 10,3% de dormidas de não residentes. Segundo o INE, apenas o Norte (+10,8%) e a Grande Lisboa (+3,6%) registaram aumentos neste segmento.
A estada média na região foi de 2,46 noites, superior à média nacional (2,25 noites), mas ainda assim com uma ligeira quebra face ao mês anterior. Já nos proveitos, os Açores geraram 1,4% menos receitas totais e uma descida de 6,1% nos proveitos de aposento, contrastando com o crescimento de 5,6% registado a nível nacional.
A Grande Lisboa manteve-se como principal pólo turístico, concentrando 30,2% das dormidas e mais de 530 mil hóspedes (+5,1%). A região ultrapassou 1,13 milhões de dormidas, um aumento de 5% face a janeiro do ano anterior. O Norte registou o maior crescimento percentual (+8,2%), aproximando se das 730 mil dormidas.
Por contraste, Algarve (-4,7%), Madeira (-3%) e Açores (-5,8%) fecharam o mês com quebras acentuadas tanto em dormidas como em hóspedes, confirmando a tendência de abrandamento nas regiões tradicionalmente dependentes do turismo internacional.
O mercado britânico manteve-se como o principal emissor, com 14% das dormidas de não residentes, ainda que em queda (-3,6%). Seguiram-se Alemanha (11,2%, +1,3%) e Espanha (8,5%, +3,3%). O maior crescimento foi protagonizado pelo Canadá (+12,5%) e pelo Brasil (+8,2%), enquanto o mercado francês recuou 8,3%.
Os proveitos totais do sector atingiram 276,8 milhões de euros e os de aposento 199,5 milhões, ambos com crescimentos de 5,6%. A Grande Lisboa (35% do total) e a Madeira (19,7%) foram as principais contribuintes, com o Norte em destaque pelo aumento consistente de receitas (+7,9% no aposento). Nos Açores, os proveitos mantiveram a tendência negativa, reforçando as dificuldades da retoma regional.

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