Os Açores alcançaram, este ano, um recorde de 43 candidaturas ao concurso 7 Maravilhas de Portugal, numa participação que abrange as nove ilhas e os 19 municípios do arquipélago. A edição de 2026 apresenta novas categorias e pretende valorizar não apenas o património natural e histórico, mas também elementos de contemporaneidade.
O anúncio foi feito por Luís Segadães, responsável pelo concurso, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). Face ao estado de calamidade vivido no país, a organização decidiu prolongar o prazo de submissão de candidaturas até 27 de março, o que poderá ainda aumentar o número de propostas oriundas do arquipélago.
A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, sublinhou na ocasião que “as paisagens naturais são um dos nossos principais ativos, mas também o património edificado”, reforçando a aposta do Governo Regional na promoção dos Açores como destino turístico sustentável.
Ainda na BTL, foi apresentada a nova versão do Prémio Regional de Turismo Miosotis, criada em 2012 e agora atualizada. O coordenador da Açores DMO, José Toste, explicou que o objetivo é “alargar o reconhecimento a todas as empresas da cadeia de valor do turismo que abracem o caminho da sustentabilidade e que ajudam a cimentar os Açores como um dos melhores destinos de natureza do mundo”. Com uma nova imagem e uma plataforma digital para facilitar as candidaturas, o prémio passa a avaliar critérios como património e cultura, gestão sustentável e governança, alinhando se com os requisitos das organizações internacionais que certificam distinções ambientais e de qualidade turística.