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Insolvências crescem nos Açores apesar de ligeira descida em Angra do Heroísmo

O número de insolvências empresariais aumentou em fevereiro de 2026, alcançando um total de 375 empresas em todo o país, mais 39% do que no mesmo mês de 2025. De acordo com a Iberinform, o valor acumulado dos dois primeiros meses do ano é o mais elevado dos últimos três anos, com 805 ações de insolvência, o que representa um acréscimo de 220 processos face a 2025.
Nos Açores, a tendência segue o padrão nacional, com a maioria dos concelhos a registarem um aumento nas insolvências, ainda que Angra do Heroísmo se destaque pela exceção, com uma descida de 33% face ao ano anterior. Já em Ponta Delgada, o indicador manteve-se próximo dos valores de 2025, refletindo uma relativa estabilidade no tecido empresarial da ilha de São Miguel.
No conjunto nacional, as insolvências requeridas por terceiros subiram cerca de 85%, com 168 processos, enquanto as apresentadas pelas próprias empresas cresceram mais de 15%. Os encerramentos com plano de insolvência aumentaram 217%, de nove para 19 planos, e até final de fevereiro já tinham sido declaradas insolventes 438 empresas (+32% face a 2025).
Porto e Lisboa lideram as insolvências, com 202 e 177 casos, respetivamente, enquanto os maiores crescimentos percentuais ocorreram na Madeira (+450%) e em Santarém (+107%). Apenas alguns distritos, como Angra do Heroísmo, Vila Real (-55%) e Castelo Branco (-53%), registaram reduções.
Por setor, Telecomunicações, Hotelaria e Restauração e Construção e Obras Públicas foram os mais afetados, com aumentos de 200%, 105% e 66%, respetivamente. O setor transformador foi o único com decréscimo (-50%).
Em contrapartida, o número de novas constituições empresariais caiu 27%, passando de 5.284 em fevereiro de 2025 para 3.881 em 2026. Nos Açores, as maiores quedas foram registadas na Horta (-44%) e em Ponta Delgada (-24%). A nível nacional, Lisboa (2.826 novas empresas, -12%) e Porto (1.620, -9%) continuam a liderar.
Entre os setores com maior quebra estão Agricultura, Caça e Pesca (-43%), Telecomunicações (-29%) e Comércio a Retalho (-29%), enquanto Eletricidade, Gás e Água foi o único com expansão, crescendo 41% face ao mesmo período do ano anterior.

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