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Açores entre as 20 regiões na cauda da Europa “sem autoestrada”

Os arquipélagos dos Açores e da Madeira estão entre as 20 regiões da União Europeia classificadas como “sem autoestrada”, segundo dados do Serviço Europeu de Estatística (Eurostat) relativos a 2024 e divulgados em 2026 no estudo sobre infraestruturas de transporte regionais na União Europeia.
A análise compara a extensão das redes rodoviárias nas regiões europeias e mede a densidade de autoestradas por 1.000 quilómetros quadrados de área terrestre, indicador que permite avaliar a presença deste tipo de infraestrutura em cada território.
De acordo com os dados do Eurostat, tanto os Açores como a Madeira registam zero quilómetros de autoestradas, o que corresponde a uma densidade de 0 km por 1.000 km2 colocando as duas regiões autónomas portuguesas no grupo das regiões europeias sem este tipo de via classificada estatisticamente como autoestrada.
Os dados constam da base estatística europeia e foram apresentados na análise do Eurostat intitulada “Inland transport infrastructure at regional level”. Apesar desta classificação, os dois arquipélagos dispõem de vias rápidas gratuitas com perfil semelhante ao de autoestrada, mas que não são consideradas como tal nos critérios estatísticos europeus, razão pela qual aparecem com valor nulo no indicador. O próprio Eurostat sublinha que a comparação deve ter em conta as especificidades geográficas e administrativas de cada região, sobretudo no caso de territórios insulares e ultraperiféricos.
A lista de regiões europeias sem autoestradas inclui, além dos Açores e da Madeira, seis regiões francesas, cinco ultraperiféricas e uma insular, quatro regiões da Polónia, três regiões insulares da Grécia e as duas cidades autónomas espanholas no Norte de África, Ceuta e Melilha. A este conjunto juntam-se ainda uma região da Finlândia, uma da Bulgária e uma da Roménia, que também registam ausência de autoestradas no indicador europeu.
Os dados divulgados pelo Eurostat mostram que a densidade das redes de autoestradas na União Europeia se concentra sobretudo em regiões urbanas densamente povoadas, industriais e com grandes portos marítimos, onde a procura de transporte rodoviário é mais elevada.
No topo da tabela europeia em 2024 surgem Bremen, na Alemanha, com 169 quilómetros de autoestradas por 1.000 km2, seguida das regiões neerlandesas de Utrecht (134 km/1.000 km2) e Zuid-Holland (124 km/1.000 km2). Entre as regiões com maior densidade de autoestradas encontram-se ainda Budapeste (120 km/1.000 km2), Viena (109 km/1.000 km2) e Noord-Holland (108 km/1.000 km2).
No caso português, os dados europeus voltam a evidenciar as diferenças territoriais na rede rodoviária. Enquanto o continente dispõe de uma extensa rede de autoestradas, os arquipélagos dos Açores e da Madeira surgem estatisticamente sem esta infraestrutura.
No território continental português existem atualmente apenas duas capitais de distrito sem acesso direto a autoestrada: Beja e Portalegre, situação que tem sido apontada em vários estudos como reflexo das assimetrias regionais na oferta de infraestruturas de transporte.
A análise do Eurostat destaca igualmente a evolução da rede europeia na última década. Segundo o organismo europeu, a Andaluzia, em Espanha, foi a região que mais expandiu a sua rede de autoestradas, com a construção de 242 quilómetros adicionais. Seguem-se Stredné Slovensko, na Eslováquia, com 214 quilómetros, e Castela e Leão, também em Espanha, com mais 191 quilómetros construídos no mesmo período.
O estudo do Eurostat integra um conjunto mais vasto de indicadores sobre infraestruturas de transporte na União Europeia e procura analisar a distribuição regional das redes rodoviárias, ferroviárias e de vias navegáveis.
O organismo europeu sublinha que os resultados devem ser interpretados tendo em conta fatores como densidade populacional, dimensão territorial e condição insular, características que influenciam de forma decisiva o desenvolvimento das infraestruturas de transporte.

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