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Peixe do Meu Quintal – Regeneração

Pese embora o desgaste e os perigos que podem muitas vezes ameaçar os sistemas democráticos, nós, o Povo, podemos sempre renovar a democracia.
Prova disso mesmo foi a recente eleição do primeiro muçulmano, filho de imigrantes indianos, à presidência da Câmara de New York (Nova Iorque), a maior cidade dos EUA e uma das maiores metrópoles do mundo.
Zohran Mamdani, de 33 anos, torna-se assim no mais jovem presidente (mayor) da Câmara daquela megacidade.
Como acontece isto nos Estados Unidos?
A jornalista Clara Ferreira Alves classificou os EUA como “laboratório da Liberdade” e eu não podia estar mais de acordo. A eleição do presidente Barack Obama foi outro exemplo dessa Liberdade.
Todo o burburinho político que se faz em Portugal sobre a nossa imigração, é farsa política. Imigrantes e emigrantes sempre os ouve. E Portugal sempre foi um grande exportador de mão-de-obra para muitos países. A nossa Diáspora é prova disso mesmo. Mas parece que sofremos de egoísmo cultural, de xenofobia disfarçada pela hipocrisia do politicamente correto. Evadimos outras sociedades que nos receberam de braços abertos e até permitiram, em muitos casos, que vivêssemos em guetos étnicos como os “Little Portugal” por esse mundo fora, ou que nunca nos integrássemos nas sociedades de acolhimento, porque os nossos políticos incitavam muitas vezes a não fazê-lo através de discursos nacionalistas durante as suas visitas às comunidades.
Os portugueses são, como resultado histórico, imperialistas rácicos, sendo eles próprios fruto de secular mistura multiétnica peninsular, com duplo sentido – e até de forma antagónica – culturalmente protecionistas.
Tocaram e conviveram com muitas culturas, mas com a primária intensão de as escravizar, explorar e comercializar. A sua veia civilizacional não existe senão na classificação religiosa dada pelo catolicismo ortodoxo, que incitava a conversão forçada, inquisitorial, dos povos encontrados.
Esta herança genética está a dissipar-se com o passar dos séculos e os imigrantes que recebemos ajudará nessa diluição, transformando-nos todos numa irmandade global, sem fronteiras nem preconceitos, sem nacionalismos que desaguam em sangue de homens, mulheres e crianças.
Pode parecer uma ideia politicamente incorreta para escrever e no entanto, basta destapar o espelho do nosso interior.
José Soares

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